A execução brutal de três trabalhadores no bairro do Alto do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, voltou a expor a grave crise de segurança pública na Bahia. As vítimas foram encontradas torturadas e assassinadas por uma facção criminosa que atua na capital e no interior do estado, impondo cobrança de “pedágio” e extorsão a trabalhadores e comerciantes.
O episódio ocorreu na terça-feira (16) e gerou forte reação do ex-ministro e presidente estadual do Partido Liberal (PL), João Roma, que classificou o crime como “trágico, cruel e emblemático” do nível de domínio do crime organizado sobre vastas áreas do estado.
Segundo Roma, a violência extrema não é um caso isolado, mas reflexo direto da expansão das facções criminosas sob a condução dos governos petistas na Bahia. Para ele, o avanço dessas organizações ocorre diante de um olhar passivo do poder público, situação que teria se agravado na gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O dirigente do PL afirmou ainda que a imposição de taxas ilegais, extorsões e execuções mostra que o crime organizado passou a exercer controle territorial, afetando diretamente a rotina de trabalhadores, comerciantes e famílias baianas.
A escalada da violência reacende o debate sobre a política de segurança pública no estado, que lidera rankings negativos de criminalidade no país, e reforça cobranças por ações mais efetivas contra facções que hoje desafiam abertamente o Estado.





