O governo do presidente Lula tem emitido sinais cada vez mais evidentes de desgaste. Não se trata apenas de divergência política ou disputa ideológica, mas de uma percepção que começa a se espalhar dentro e fora do país: falta ritmo, sobra improviso e a condução do Brasil parece marcada por lentidão e ausência de direção clara.
Em um cenário global que exige respostas rápidas, energia constante e presença firme, o país é liderado por um presidente que transmite cansaço. A idade pesa, o tempo cobra e os reflexos aparecem na dificuldade de articulação política, na demora das decisões e na incapacidade de imprimir um projeto consistente para o futuro.
Governar uma nação complexa como o Brasil não é apenas discursar ou recorrer ao passado como fonte de legitimidade. Exige vigor físico, clareza mental e fôlego para enfrentar crises simultâneas. Economia instável, cenário internacional tenso, desafios sociais históricos e cobranças institucionais não permitem pausas prolongadas nem decisões vacilantes.
O Palácio do Planalto, hoje, transmite fadiga. A sensação é de um governo que reage mais do que age, que administra o desgaste em vez de antecipar soluções. A falta de ritmo se traduz em políticas fragmentadas, comunicação confusa e dificuldade em liderar uma agenda que dialogue com um país jovem, dinâmico e em transformação acelerada.
Experiência, por si só, não compensa a ausência de energia. O Brasil não pode ser conduzido apenas pela memória do que já foi feito. Precisa de visão, capacidade de execução e presença ativa. Insistir em um modelo de liderança esgotado é correr o risco de empurrar o país para a estagnação, em um momento em que o mundo avança sem esperar.
O debate que se impõe não é pessoal, mas estrutural. O Brasil do futuro exige mais do que simbolismo. Exige comando, ritmo e direção. E essa cobrança tende a se intensificar à medida que os resultados não acompanham as promessas.





