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Ex-ministro de Lula e Dilma, Aldo Rebelo entra na disputa presidencial com discurso de direita
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Ex-ministro de Lula e Dilma, Aldo Rebelo entra na disputa presidencial com discurso de direita

Ex-ícone da esquerda brasileira, Aldo Rebelo oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC) e deixou claro que a guinada ideológica não é circunstancial, mas estrutural. O anúncio foi feito em evento em São Paulo e reforçado em discurso público nas redes sociais.

Com mais de quatro décadas de vida pública, Rebelo construiu sua trajetória política dentro do campo progressista, tendo sido um dos principais quadros do PCdoB, além de ocupar cargos estratégicos nos governos Lula e Dilma Rousseff. Foi presidente da Câmara dos Deputados e comandou ministérios como Esporte, Ciência e Tecnologia e Defesa.

Agora, o discurso é outro.

Ao lançar sua pré-candidatura, Aldo Rebelo passou a defender pautas associadas à direita e ao conservadorismo institucional, com críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a Corte tem extrapolado suas atribuições constitucionais e criado um ambiente de insegurança jurídica, interferindo em decisões que deveriam ser do Legislativo.

Sem citar ministros nominalmente, Rebelo afirmou que o problema não é pessoal, mas institucional. Para ele, o Brasil vive um cenário de desequilíbrio entre os Poderes, no qual o Judiciário passou a exercer protagonismo político indevido.

A mudança de posição marca um rompimento definitivo com o campo da esquerda, que o projetou nacionalmente. Rebelo tem adotado um discurso crítico ao que chama de “ativismo judicial” e aponta decisões do STF, como o julgamento do marco temporal indígena, como exemplos de interferência excessiva.

Apesar da bagagem política, o ex-ministro aparece com desempenho modesto nas pesquisas eleitorais. Em levantamentos recentes, Aldo Rebelo pontua entre 1% e 1,4%, figurando nas últimas posições dos cenários testados. Ainda assim, sua candidatura busca ocupar um espaço específico: o eleitor conservador que rejeita tanto o lulismo quanto nomes mais identificados com o bolsonarismo puro.

A Democracia Cristã aposta no discurso de resgate institucional, soberania nacional e equilíbrio entre os Poderes para tentar ganhar relevância no debate eleitoral de 2026. Resta saber se o eleitorado brasileiro está disposto a embarcar nessa nova versão de um personagem histórico da política nacional.

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