A disputa presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais competitivos. Segundo análise publicada na coluna de Luiz Carlos Azedo, com base em pesquisa Atlas/Bloomberg, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já não aparece com o mesmo favoritismo confortável observado anteriormente.
Embora ainda lidere os cenários de intenção de voto, Lula registra queda nos números, enquanto o senador Flavio Bolsonaro avança e se consolida como principal nome da oposição.
📊 Números indicam disputa mais apertada
No cenário estimulado, Lula aparece com cerca de 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma aproximadamente 37,9%. Em comparação com levantamento anterior, o presidente teria recuado cerca de 3,8 pontos percentuais, enquanto o senador cresceu 2,9 pontos.
No segundo turno, o quadro é ainda mais simbólico: Flávio atinge 46,3% contra 46,2% de Lula — empate técnico dentro da margem de erro.
Os dados indicam que a vantagem do atual presidente diminuiu e que a corrida eleitoral tende a ser mais equilibrada do que se projetava meses atrás.
🏛️ Polarização permanece forte
A pesquisa reforça a manutenção da polarização entre PT e bolsonarismo. Flávio Bolsonaro surge como o nome mais consolidado da oposição, concentrando o eleitorado de direita e mantendo forte identificação com a base política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em cenários alternativos, quando Fernando Haddad substitui Lula, o empate com Flávio também se configura, indicando que o desempenho petista depende fortemente da figura do atual presidente.
Outros nomes da direita, como Tarcisio de Freitas, aparecem competitivos, mas não alteram significativamente a dinâmica central da disputa.
🔎 O que o cenário sinaliza
✔️ Lula ainda lidera, mas já não é favorito isolado
✔️ Flávio Bolsonaro consolida-se como principal candidato oposicionista
✔️ A eleição de 2026 tende a ser altamente polarizada
✔️ O eleitorado de centro pode ser decisivo
A corrida presidencial, que parecia previsível, passa a mostrar sinais de maior imprevisibilidade. O jogo político já está em movimento — e 2026 promete ser uma das disputas mais acirradas da história recente.





