O cenário político na Bahia começa a mostrar sinais de tensão dentro da própria base do governo estadual. A saída do ex-deputado Bebeto Galvão do PSB e os rumores de um possível rompimento do Podemos com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) criaram um ambiente de cautela que tem travado novas filiações na legenda socialista.
Nos bastidores, dirigentes do PSB admitem que o momento exige prudência. A legenda vinha discutindo a ampliação de seus quadros para fortalecer o partido nas disputas eleitorais que se aproximam, mas as incertezas políticas acabaram colocando um freio nas movimentações.
A saída de Bebeto Galvão é considerada um fator importante nesse processo. Figura histórica dentro do PSB baiano, o ex-deputado exercia influência nas articulações políticas do partido e sua decisão de deixar a legenda provocou uma reorganização interna.
Ao mesmo tempo, outro elemento tem aumentado o clima de incerteza: o futuro do Podemos dentro da base governista. O partido, que atualmente integra o grupo de apoio ao governo Jerônimo, tem sido citado em conversas sobre um possível reposicionamento político.
Caso o Podemos deixe a base, o impacto pode ir além de uma simples mudança partidária. A saída poderia alterar o equilíbrio de forças no campo governista e abrir novas disputas por espaço político.
Diante desse cenário, o PSB tem adotado uma estratégia mais cautelosa. Lideranças da legenda avaliam que avançar em novas filiações antes de uma definição mais clara do quadro político poderia gerar erros estratégicos.
Nos bastidores, a percepção é de que o tabuleiro político baiano começa a se movimentar mais cedo do que o esperado. Com as eleições de 2026 no horizonte, partidos e lideranças já iniciam ajustes de posição, testam alianças e observam possíveis mudanças de rumo.
Por enquanto, o PSB prefere esperar. Mas o fato de um partido da base frear suas próprias articulações já revela que o clima político na Bahia está longe de ser de plena estabilidade.





