Consumidores de estados como Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe e Pernambuco já têm data marcada para pagar mais caro pela energia elétrica. A partir do dia 22 de abril, entram em vigor os novos reajustes nas tarifas, com aumento médio estimado em 8% para 2026. E o detalhe que pesa é que esse índice pode superar a própria inflação do país, ampliando ainda mais a pressão sobre o orçamento das famílias.
O reajuste segue uma lógica conhecida do setor elétrico. As distribuidoras apresentam seus custos operacionais, que são corrigidos com base em índices inflacionários dos últimos 12 meses, como IGP-M e IPCA. No papel, trata-se de um cálculo técnico e regulado. Na prática, é mais uma conta que pesa no bolso de quem já enfrenta o aumento generalizado do custo de vida.
Entre as concessionárias que aplicarão o reajuste estão Coelba Neoenergia, na Bahia, Enel Ceará, no Ceará, Cosern Neoenergia, no Rio Grande do Norte, e Energisa Sergipe, em Sergipe. O impacto será imediato para milhões de consumidores, especialmente em regiões onde a renda média é mais baixa e o peso das despesas básicas já compromete boa parte do orçamento.
Quando um serviço essencial como a energia elétrica sobe acima da inflação, o efeito vai além da fatura. Ele reduz o poder de compra, limita o consumo e aprofunda desigualdades. No Nordeste, esse cenário ganha ainda mais relevância, já que qualquer variação no custo fixo tem impacto direto na vida das famílias.
O aumento pode até seguir uma lógica técnica, mas o impacto é social. E quando o básico começa a pesar mais do que deveria, não é só a conta de luz que sobe — é a pressão sobre o dia a dia de quem precisa fazer o dinheiro render até o fim do mês.





