Estado segue na liderança nacional em número absoluto de mortes violentas intencionais; Eunápolis aparece na segunda posição do ranking
A Bahia voltou a ocupar uma posição alarmante no cenário da segurança pública nacional. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostram que cinco municípios baianos estão entre as dez cidades mais violentas do Brasil.
O levantamento, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado nesta quinta-feira (23), revela que o estado continua liderando o país em número absoluto de mortes violentas intencionais.
Entre os municípios baianos presentes no ranking estão Eunápolis, Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro. Eunápolis, localizada no extremo sul do estado, aparece como a segunda cidade mais violenta de todo o Brasil, ficando atrás apenas de Maranguape, no Ceará.
Os índices foram calculados com base no número de mortes violentas por 100 mil habitantes ao longo de 2025. O resultado expõe, mais uma vez, a dimensão da crise enfrentada pela população baiana, que convive diariamente com homicídios, disputas entre organizações criminosas e a sensação permanente de insegurança.
Nordeste concentra os piores indicadores
O levantamento também evidencia a concentração regional da violência. Sete das dez unidades da federação com os maiores números de mortes intencionais estão localizadas no Nordeste.
Mesmo com uma redução registrada no número total de mortes violentas, a Bahia permanece no topo nacional. O estado contabilizou 5.473 ocorrências em 2025, contra 6.047 casos em 2024, uma queda de 9,5%.
A redução representa 574 mortes a menos em um ano, mas não foi suficiente para retirar a Bahia da liderança negativa. O estado continua acumulando números incompatíveis com o discurso oficial de avanço na segurança pública.
Salvador também aparece em indicadores preocupantes
A situação não se limita ao interior. Salvador aparece como a quarta capital brasileira com as maiores taxas de furtos e roubos de celulares.
A capital baiana também está entre as quatro cidades com mais mortes decorrentes de intervenções policiais em números absolutos, ao lado do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.
Juntas, essas quatro cidades representam 11% da população brasileira, mas concentram 19% de todas as vítimas de letalidade policial no país.
Os dados escancaram uma realidade que há anos faz parte da rotina dos baianos. Enquanto o governo estadual divulga reduções percentuais e investimentos na área, cinco cidades da Bahia permanecem entre as mais violentas do país, e o estado segue liderando o número absoluto de mortes violentas intencionais.
Até quando a população baiana continuará refém da violência?





