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PL articula apoio a Hugo Motta, mas prepara confronto com Alcolumbre pelo comando do Senado
LEM - O SOBERANO DA BAHIA

PL articula apoio a Hugo Motta, mas prepara confronto com Alcolumbre pelo comando do Senado

Com 121 deputados e 28 senadores eleitos, partido busca ampliar influência no Congresso e aposta em Rogério Marinho para enfrentar o atual presidente do Senado.

O Partido Liberal (PL) começa a desenhar sua estratégia para o próximo Congresso Nacional. Enquanto sinaliza apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados, a legenda pretende manter uma candidatura própria ao comando do Senado, com Rogério Marinho (PL-RN).

A movimentação revela uma estratégia de negociação política. Com 121 deputados federais e 28 senadores para a legislatura que começa em 2027, o PL quer transformar sua força parlamentar em influência efetiva nas decisões do Congresso.

Segundo informações divulgadas pela CNN e repercutidas pelo Política Livre, a definição deverá ser discutida em reunião partidária marcada para terça-feira, 3 de novembro, às 18h.

Na Câmara, pragmatismo fala mais alto

Apesar de ter considerado lançar uma candidatura própria, o PL enfrenta dificuldades para construir uma alternativa competitiva a Hugo Motta.

O atual presidente da Câmara já reúne o apoio de 15 partidos, incluindo o PT, legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diante desse cenário, uma ala do PL, próxima ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, defende uma composição que assegure participação na distribuição de cargos e no comando das comissões parlamentares.

Entretanto, setores mais alinhados ao bolsonarismo resistem à aproximação, principalmente pela relação institucional mantida entre Motta e o governo federal.

No Senado, a disputa promete ser mais intensa

O cenário é diferente no Senado Federal.

O PL pretende lançar Rogério Marinho contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca permanecer na presidência da Casa.

A candidatura de Marinho já recebeu o apoio anunciado de Flávio Bolsonaro e representa uma tentativa da oposição de conquistar maior influência sobre a pauta legislativa.

Alcolumbre, por sua vez, conta com manifestações de apoio do PP e do Republicanos e afirma reunir pelo menos 48 votos. Como a eleição ocorre por votação secreta, o resultado permanece sujeito às negociações entre os parlamentares.

Um dos principais pontos de divergência envolve a condução dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Marinho defende alterações regimentais que permitam o avanço automático dessas solicitações quando reunirem 49 assinaturas.

O que está realmente em jogo?

A disputa vai muito além dos cargos de presidente da Câmara e do Senado.

Quem controla essas posições exerce influência sobre a tramitação de projetos, a formação das comissões e a condução de pautas estratégicas para o governo e a oposição.

No Senado, o comando da Casa também tem importância especial diante das futuras indicações presidenciais para tribunais superiores, incluindo o STF e o STJ.

Para o governo Lula, uma presidência do Senado alinhada à oposição poderia representar dificuldades adicionais na articulação política.

Para o PL, o desafio será equilibrar dois objetivos: manter sua identidade de oposição e garantir espaço nas decisões do Congresso.

A questão que fica é se a maior força parlamentar da oposição conseguirá transformar seu peso eleitoral em poder político ou se acabará cedendo espaço nas negociações de Brasília.

Fonte: Política Livre

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