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Alexandre Aleluia chega a 37 apoios e amplia articulação para comandar a Câmara de Salvador
LEM - O SOBERANO DA BAHIA

Alexandre Aleluia chega a 37 apoios e amplia articulação para comandar a Câmara de Salvador

Com adesões da oposição e apoio do atual presidente Carlos Muniz, vereador do Novo reúne respaldo de diferentes partidos. Nos bastidores, já se discute até a antecipação da eleição.

A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Salvador ganhou novos capítulos e Alexandre Aleluia (Novo) ampliou sua base de sustentação política. Segundo sua assessoria, o vereador chegou a 37 apoios declarados entre os 43 parlamentares da Casa, após novas adesões registradas nesta terça-feira (3).

O número representa aproximadamente 86% dos integrantes do Legislativo municipal e demonstra a dimensão da articulação construída em torno de sua candidatura para o biênio 2027-2028.

O movimento ganhou ainda mais força com a decisão do atual presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), de apoiar Aleluia como seu sucessor. Muniz anunciou sua posição na segunda-feira (2), afirmando que acompanharia o entendimento da maioria dos vereadores.

A adesão chamou atenção por ocorrer depois de discussões sobre a possibilidade de Muniz permanecer no comando da Casa. O atual presidente vinha sendo mencionado nas articulações sobre a sucessão, mas a questão de sua recondução também foi objeto de debate jurídico.

Até a oposição entrou na articulação
Um dos movimentos mais relevantes ocorreu dentro da própria bancada de oposição.

Randerson Leal e João Cláudio Bacelar, ambos do Podemos, Carlos Kleber (PSD) e David Rios (MDB) declararam apoio à candidatura de Aleluia. A vereadora Débora Santana (PSDB) também confirmou sua adesão.

Antes das manifestações, integrantes da oposição apresentaram uma série de reivindicações ao candidato. Entre elas estavam maior independência da Câmara em relação à Prefeitura, valorização dos projetos apresentados pelos vereadores, respeito ao Regimento Interno, proporcionalidade na composição das comissões e regulamentação das emendas parlamentares.

Segundo Randerson Leal, Aleluia demonstrou disposição para atender às demandas. A bancada decidiu liberar cada partido para definir seu posicionamento, sem estabelecer uma orientação coletiva.

A decisão revela uma característica importante dessa disputa: o apoio à candidatura de Aleluia ultrapassou as fronteiras da base governista e passou a incluir representantes de partidos que fazem oposição à administração municipal.

De 23 para 37 apoios em menos de duas semanas
O crescimento da articulação também chama atenção pela velocidade.

Em 23 de outubro, Aleluia anunciou o apoio de 23 vereadores durante uma reunião na sede do União Brasil, com representantes de diferentes legendas.

Menos de duas semanas depois, o número informado por sua assessoria chegou a 37, um avanço de 14 adesões em relação ao levantamento inicial.

O vereador, que atualmente preside a Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ) da Câmara, tem defendido que a eleição para a presidência do Legislativo não seja tratada como uma disputa puramente partidária.

Em entrevista ao Política Livre, Aleluia destacou a importância do apoio de Carlos Muniz e afirmou que pretende representar institucionalmente a Câmara, independentemente das diferenças ideológicas entre seus integrantes.

Eleição pode acontecer antes do previsto
Outro elemento que movimenta os bastidores é a possibilidade de antecipação da votação.

De acordo com o Política Livre, o líder do governo na Câmara, Kiki Bispo (União Brasil), afirmou na terça-feira (3) que a base do prefeito Bruno Reis está satisfeita com a candidatura de Aleluia.

A mesma reportagem apontou a possibilidade de apreciação de um requerimento de antecipação nesta quarta-feira (4). Caso aprovado, a eleição poderia ser marcada para segunda-feira, 9 de novembro.

A hipótese ainda depende dos procedimentos internos da Câmara e não representa uma data definitivamente confirmada.

Apoio declarado não é voto na urna
Apesar da expressiva quantidade de adesões anunciadas, a escolha do próximo presidente depende da votação formal dos vereadores.

Há também divergência entre levantamentos publicados na terça-feira. Enquanto Metro1 e Bahia Notícias registraram 37 apoios, o Portal Salvador FM noticiou 39 adesões. Por isso, o número de 37 deve ser entendido como o levantamento divulgado pela assessoria e reproduzido por parte da imprensa, não como uma contagem oficial de votos.

O fato político, até aqui, é a formação de uma articulação multipartidária envolvendo vereadores da base do prefeito Bruno Reis, integrantes da oposição e o atual presidente do Legislativo.

A pergunta que permanece é como esses compromissos políticos se traduzirão na condução da Câmara e na relação entre o Legislativo e a Prefeitura durante o biênio 2027-2028.

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