A Assembleia Legislativa da Bahia passou a discutir a possibilidade de conceder a Comenda 2 de Julho, maior honraria do Parlamento baiano, ao deputado federal Nikolas Ferreira. A sugestão partiu do deputado estadual Diego Castro e rapidamente provocou reação dentro da Casa.
A comenda é tradicionalmente destinada a personalidades que, segundo os critérios da Assembleia, prestaram relevantes serviços à Bahia ou ao país. Embora Nikolas não tenha atuação política direta no estado, aliados argumentam que a honraria pode ser concedida a figuras nacionais, desde que haja reconhecimento de impacto público e institucional.
Críticos da proposta, sobretudo parlamentares de esquerda, questionam a pertinência da homenagem, alegando ausência de vínculo do deputado mineiro com a Bahia e classificando a iniciativa como um gesto de cunho ideológico. Já defensores sustentam que a Comenda 2 de Julho não impõe restrição geográfica e que Nikolas representa uma parcela expressiva do eleitorado conservador brasileiro.
A proposta ainda precisa cumprir os trâmites internos da AL-BA para ser analisada e votada. Não há, até o momento, data definida para deliberação ou eventual cerimônia de entrega.
O episódio expõe mais uma vez a polarização dentro do Parlamento baiano e reforça como símbolos institucionais passaram a integrar a disputa política nacional. Independentemente do desfecho, a discussão já cumpre um papel: colocar a Assembleia no centro do debate ideológico que atravessa o país.





