A movimentação do vereador Alexandre Aleluia começa a ganhar contornos mais claros no tabuleiro político da Bahia. Em declaração pública, o parlamentar reafirmou que deve deixar o PL e migrar para o Partido Novo, indicando que o diálogo com a legenda atual segue em curso, mas com prazo definido para amadurecer.
A mudança tem objetivo claro: viabilizar sua candidatura a deputado federal nas próximas eleições. Aleluia afirmou que ainda há tempo legal para concluir o processo de troca partidária, com o limite estabelecido até o fim de março, e reforçou que a saída será construída com conversa e respeito institucional.
O movimento ocorre em um contexto estratégico. O Partido Novo na Bahia é comandado por José Carlos Aleluia, pai do vereador e uma das figuras históricas da direita liberal no estado. A possível filiação fortalece o Novo no cenário estadual e amplia sua presença em um campo político que busca reorganização após disputas internas e desalinhamentos recentes.
Durante o evento em Salvador, onde esteve ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Alexandre Aleluia sinalizou que pretende ampliar sua atuação política em nível nacional. Segundo ele, a ida a Brasília seria uma forma de “contribuir com o país”, levando uma pauta mais liberal, crítica ao inchaço do Estado e alinhada ao discurso de eficiência administrativa.
Nos bastidores, a saída de Aleluia do PL também é lida como reflexo das tensões internas vividas pelo partido na Bahia, marcado por disputas de espaço, indefinições sobre alianças e dificuldades de acomodar diferentes projetos políticos dentro da mesma legenda.
A eventual migração para o Novo, se confirmada, não será apenas uma troca de sigla, mas um reposicionamento político que pode impactar a reorganização da direita baiana, especialmente no campo liberal, que busca identidade, discurso e nomes competitivos para 2026.





