O preço do gás de cozinha voltou a subir na Bahia e acendeu um novo alerta sobre o impacto do custo de vida no estado. O reajuste de 15,3%, anunciado no início do mês, pode levar o valor do botijão de GLP a atingir até R$ 165 para o consumidor final.
A alta foi confirmada após reajuste aplicado pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, principal polo de produção de combustíveis da Bahia. A mudança no preço para as distribuidoras rapidamente se reflete no varejo, atingindo diretamente o bolso da população.
Segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevagas), o aumento imediato deve variar entre R$ 8 e R$ 10 por botijão. Antes do reajuste, os preços em Salvador oscilavam entre R$ 125 e R$ 155, evidenciando um novo patamar para um item essencial no cotidiano das famílias.
O impacto é direto e atinge, principalmente, as camadas mais vulneráveis da população, para quem o gás de cozinha representa um custo fixo indispensável. Em muitos casos, o aumento compromete parte significativa da renda mensal, pressionando ainda mais o orçamento doméstico.
Especialistas apontam que a política de reajustes vinculada ao mercado e à dinâmica de preços internacionais mantém o GLP sujeito a variações frequentes, o que dificulta previsibilidade e planejamento para os consumidores.
Diante desse cenário, a alta no gás reforça um problema recorrente: o encarecimento de itens básicos, que amplia desigualdades e intensifica o debate sobre políticas públicas voltadas à proteção do poder de compra da população.





