A política baiana ganhou um novo ingrediente de peso neste início de 2026. Durante a tradicional Lavagem do Bonfim, em Salvador, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, rompeu qualquer formalidade e fez um movimento claro no tabuleiro eleitoral: declarou apoio à candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia e disparou críticas duras ao PT.
Em tom direto, Caiado afirmou que o PT “convive bem com facções criminosas”, associando a permanência do partido no comando do estado ao avanço da criminalidade. A declaração caiu como uma bomba no ambiente político e reacendeu o debate sobre segurança pública, um dos temas mais sensíveis da gestão estadual.
A escolha do palco não foi casual. A Lavagem do Bonfim é um dos eventos mais simbólicos da Bahia, onde fé, cultura e política se misturam. Ao se posicionar ali, Caiado deixou claro que sua presença não foi apenas protocolar, mas estratégica, mirando diretamente o eleitorado baiano.
Ao defender ACM Neto, o governador goiano ressaltou a necessidade de uma mudança de modelo após quase duas décadas de administrações petistas. Segundo ele, a Bahia precisa de uma gestão moderna, com foco em eficiência administrativa, combate ao crime e retomada do desenvolvimento econômico.
O gesto também amplia o alcance nacional do movimento. Caiado é hoje uma das principais lideranças da direita no país e sua entrada no debate baiano reforça a leitura de que a oposição articula uma frente mais ampla para 2026, conectando lideranças regionais e nacionais em torno de candidaturas consideradas competitivas.
Até o momento, o governo da Bahia e o PT não se manifestaram oficialmente sobre as declarações. O silêncio, porém, não impediu a repercussão. Nos bastidores, aliados interpretam a fala como um sinal de que a disputa pelo Palácio de Ondina entrou definitivamente em um novo patamar.
O recado está dado: a eleição de 2026 na Bahia deixou de ser apenas um assunto local e passou a integrar o xadrez político nacional.





