A oposição baiana começa a desenhar, com mais nitidez, o tabuleiro eleitoral de 2026. O vereador Cláudio Tinoco foi confirmado como **coordenador da campanha de ACM Neto, movimento que marca uma nova etapa de organização interna do grupo oposicionista e antecipa ajustes importantes na composição política que será apresentada ao eleitor.
A escolha de Tinoco não é casual. Com trajetória consolidada na articulação política, trânsito entre lideranças partidárias e experiência em campanhas majoritárias, o vereador passa a ocupar uma posição estratégica na engrenagem eleitoral de Neto, atuando diretamente na coordenação de agendas, articulações regionais e no alinhamento do discurso político da oposição.
Organização antecipada e leitura de cenário
Nos bastidores, a avaliação é de que a nomeação de um coordenador de campanha neste momento indica que o grupo de Neto decidiu antecipar a estruturação do projeto, evitando improvisos e disputas internas às vésperas do calendário eleitoral. A estratégia busca criar unidade, reduzir ruídos e dar previsibilidade ao processo de construção da chapa.
A movimentação ocorre em um contexto de desgaste progressivo do governo estadual, especialmente em áreas sensíveis como segurança pública, saúde e mobilidade urbana, temas que devem ocupar lugar central no discurso oposicionista nos próximos meses.
Possível abertura de espaço na Câmara Municipal
Outro ponto relevante apontado pela movimentação é o impacto institucional da nova função de Tinoco. Com a dedicação à coordenação da campanha, cresce a expectativa de que o vereador abra espaço para a convocação de um segundo suplente na Câmara Municipal de Salvador, rearranjo que também interessa ao grupo político mais amplo.
Essa possível mudança não é apenas administrativa. Ela integra uma estratégia de acomodação de lideranças, fortalecimento de alianças e ampliação do arco político que dará sustentação ao projeto de Neto em 2026.
Chapa ao Senado no radar
Embora ainda não haja definições públicas, o movimento também dialoga com a construção da chapa majoritária, especialmente no que diz respeito à disputa pelo Senado. A abertura de espaços e o reposicionamento interno indicam que a oposição trabalha com múltiplos cenários e busca evitar engessamentos precoces.
A leitura interna é clara: mais do que nomes, o grupo tenta construir um ambiente político funcional, capaz de absorver apoios, administrar ambições e apresentar uma candidatura competitiva diante de um governo que, segundo avaliações internas, começa a enfrentar dificuldades crescentes de sustentação política.
O que o movimento revela
A ascensão de Cláudio Tinoco à coordenação da campanha revela três sinais centrais:
Antecipação estratégica da oposição;
Busca por unidade e controle do discurso político;
Preparação para rearranjos institucionais e alianças mais amplas.
Em resumo, a oposição deixa de operar apenas no campo da expectativa e passa a atuar de forma organizada, indicando que o jogo de 2026, ao menos nos bastidores, já começou.





