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Deputados baianos tentam esclarecer voto sobre escala 6×1
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Deputados baianos tentam esclarecer voto sobre escala 6×1

A repercussão em torno da PEC 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho e reacendeu o debate sobre o fim da escala 6×1, colocou deputados federais baianos no centro da cobrança pública. Após críticas e questionamentos nas redes, parlamentares que tiveram seus nomes associados a emendas da proposta correram para explicar seus posicionamentos.

O tema é sensível. Falar sobre o fim da escala 6×1 é mexer diretamente com a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros. De um lado, há quem defenda mais qualidade de vida, descanso e equilíbrio. Do outro, há parlamentares e setores econômicos que pedem cautela, estudos de impacto e uma transição planejada.

Na Bahia, três nomes apareceram com destaque nessa repercussão: Capitão Alden, Diego Coronel e Rogéria Santos.

O deputado Capitão Alden afirmou que a emenda assinada por ele não tem o objetivo de impedir mudanças nas relações trabalhistas. Segundo o parlamentar, a proposta busca garantir uma transição gradual e planejada, com responsabilidade econômica, segurança jurídica e estudos sobre os impactos da medida.

Alden argumentou que uma mudança desse tamanho não pode ser feita sem planejamento. Em sua declaração, questionou quem pagaria a conta de uma alteração estrutural na jornada de trabalho. A fala tenta equilibrar o discurso entre a defesa do trabalhador e a preocupação com os efeitos econômicos da medida.

Já o deputado Diego Coronel usou as redes sociais para se explicar. Ele destacou que a proposta ainda está em tramitação na comissão especial da Câmara dos Deputados e que não houve votação em plenário. Segundo Diego, quando a matéria chegar ao plenário, seu voto será favorável à escala 5×2.

A declaração veio após críticas ao seu posicionamento. O parlamentar afirmou que segue favorável ao fim da escala 6×1 e negou haver contradição em sua postura. Na prática, Diego tentou separar o debate técnico dentro da comissão do voto final que pretende dar quando a proposta for analisada pelo plenário da Câmara.

A deputada Rogéria Santos também se manifestou. Em nota, informou que solicitou oficialmente a retirada de sua assinatura de apoio à Emenda nº 02 da PEC 221/2019. Segundo ela, a decisão foi tomada após uma análise mais aprofundada do mérito da proposta.

Rogéria afirmou que continuará acompanhando o tema com responsabilidade, equilíbrio e compromisso com o diálogo democrático. Também reafirmou apoio aos trabalhadores brasileiros.

O movimento dos parlamentares mostra que a pressão pública teve efeito. A pauta da escala 6×1 ganhou força nas redes sociais e passou a exigir posicionamentos mais claros de deputados que, até então, poderiam tratar o assunto apenas como mais uma discussão legislativa.

Mas o trabalhador que acompanha o debate quer menos malabarismo político e mais objetividade. Afinal, a pergunta central continua simples: os deputados são a favor ou contra o fim da escala 6×1?

A PEC 221/2019 ainda está em tramitação e não foi votada no plenário da Câmara. Até lá, o tema deve continuar gerando desgaste, cobranças e tentativas de explicação. Principalmente porque, quando o assunto é jornada de trabalho, o discurso bonito precisa combinar com o voto registrado.

No fim das contas, a repercussão deixou uma lição clara para a bancada baiana: em tempos de rede social, assinatura em emenda também vira posicionamento político. E quando o povo percebe, cobra.

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