A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, e a polarização política volta a se impor no cenário nacional. Análise divulgada pela CNN Brasil, com base em dados da Paraná Pesquisas, aponta que **Flávio Bolsonaro já teria captado cerca de 90% do eleitorado que votava em seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A avaliação é do CEO do instituto, Murilo Hidalgo, que considera o desempenho de Flávio um sinal claro de consolidação da direita em torno de um único nome. Segundo ele, a transferência de votos indica que o bolsonarismo mantém força eleitoral e identidade política própria, mesmo sem Jair Bolsonaro diretamente na disputa.
De acordo com o levantamento, **Luiz Inácio Lula da Silva lidera o primeiro turno com 37,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 27,8%. O percentual do senador é considerado alto para um nome que ainda não oficializou pré-candidatura, aproximando-se do desempenho histórico do pai em levantamentos anteriores.
A análise também destaca que Flávio vem ganhando projeção nacional em meio à agenda pública relacionada à saúde de Jair Bolsonaro, ampliando sua presença na imprensa e fortalecendo sua imagem como herdeiro político direto do ex-presidente. Para o instituto, esse fator contribuiu para acelerar sua nacionalização eleitoral.
Enquanto isso, outros nomes da direita aparecem com desempenho discreto. Governadores como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado surgem como coadjuvantes no atual cenário. A exceção citada é Tarcísio de Freitas, que mantém competitividade acima da média entre os possíveis candidatos do campo conservador.
Do lado governista, a leitura é de que Lula já concentra praticamente todo o eleitorado da esquerda, o que limita sua margem de crescimento. Isso reforça a tendência de uma disputa direta entre dois polos bem definidos, repetindo a lógica que marcou as últimas eleições presidenciais.
A fotografia atual do cenário político indica que, salvo mudanças relevantes, a eleição de 2026 caminha para uma polarização clara, com a direita reorganizada em torno de Flávio Bolsonaro e a esquerda mantendo Lula como principal referência nacional.





