Médicos que atuam no Hospital Geral de Camaçari (HGC) denunciaram o atraso no pagamento de salários e alertaram para o risco de colapso na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade, vinculada à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Segundo os profissionais, a situação se arrasta há meses e já compromete a permanência das equipes médicas no hospital. Relatos encaminhados ao portal Se Ligue Bahia indicam que médicos da UTI não recebem integralmente desde setembro, além de pagamentos feitos de forma parcial em meses anteriores, como agosto e outubro.
Há casos ainda mais graves, com profissionais afirmando não receber qualquer valor desde abril de 2025, o que configura inadimplência prolongada do governo do Estado.
Equipes seguem trabalhando, apesar da inadimplência
Mesmo diante da falta de pagamento, os médicos continuam cumprindo plantões para evitar a interrupção do atendimento a pacientes em estado crítico. A decisão, no entanto, tem imposto um alto custo pessoal e financeiro aos profissionais.
Os relatos apontam endividamento crescente, uso frequente de crédito bancário e dificuldades para arcar com despesas básicas, como aluguel, alimentação e contas essenciais.
Impacto direto na saúde mental
Além dos prejuízos financeiros, a situação tem provocado sérios efeitos na saúde mental das equipes. Profissionais relatam crises de ansiedade, sinais de depressão, exaustão física e emocional, além de sintomas associados à síndrome de burnout.
O cenário acende um alerta não apenas para a gestão hospitalar, mas para a própria segurança dos pacientes. A continuidade do atraso salarial coloca em risco a estabilidade das equipes e o funcionamento da UTI, setor vital para o atendimento de casos graves.
Até o momento, não há informação de solução concreta apresentada pelo governo do Estado para regularizar os pagamentos e garantir a normalidade do serviço.





