Enquanto parte do Brasil se prepara para uma semana de chuva volumosa, o Nordeste entra no radar do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, principalmente por causa da instabilidade prevista para a faixa litorânea. Segundo o Informativo Meteorológico Semanal nº 23/2026, válido entre os dias 8 e 15 de junho, a chuva deve aparecer com mais força no Norte, no litoral nordestino e também na Região Sul.
Na Bahia, o cenário chama atenção por dois contrastes: chuva isolada no litoral durante praticamente todo o período e temperaturas mais baixas no interior, onde os termômetros podem marcar entre 14°C e 16°C. Ou seja, enquanto a beira-mar pode ter aquela semana de guarda-chuva por perto, o interior baiano deve sentir o friozinho típico desta época do ano.
No Nordeste, os maiores acumulados devem ocorrer entre os dias 10 e 12 de junho, especialmente no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Já no Ceará, Piauí e Maranhão, a previsão indica volumes mais significativos no dia 14. No litoral da Bahia, a chuva deve ser mais isolada, mas constante ao longo da semana.
As temperaturas na região devem variar pouco. Em boa parte do Nordeste, as mínimas seguem acima dos 24°C. A exceção fica por conta do interior baiano, onde o frio aparece com mais intensidade. Já as máximas continuam elevadas em áreas do Maranhão e do Piauí, podendo chegar a 36°C.
No restante do país, o Inmet também prevê atenção para a Região Norte, que deve concentrar os maiores volumes de chuva da semana. Em pontos do noroeste do Pará e do norte do Amapá, os acumulados podem passar dos 150 milímetros. Amazonas e Roraima também podem registrar volumes expressivos, chegando a 100 milímetros em áreas isoladas.
No Sul, a chuva deve marcar presença durante toda a semana. O noroeste do Rio Grande do Sul pode acumular até 150 milímetros. A instabilidade começou pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina, avançando depois para o Paraná. A passagem de uma frente fria deve manter o tempo instável e as temperaturas mais baixas na região.
Já no Sudeste, a frente fria deve provocar chuva entre os dias 11 e 13 de junho, principalmente em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Com isso, as temperaturas máximas devem cair em São Paulo e no Rio. Na capital paulista, os termômetros podem ficar perto dos 18°C.
No Centro-Oeste, a previsão é quase o retrato do período seco: tempo firme, baixa umidade e pouca chuva. Goiás e Distrito Federal devem seguir com predomínio de tempo seco, enquanto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul podem ter apenas pancadas pontuais.
O levantamento do Inmet também mostrou que, entre os dias 3 e 7 de junho, a Região Metropolitana de Salvador, o Recôncavo Baiano e a costa leste de Alagoas registraram alguns dos maiores acumulados de chuva do Nordeste. Em Maceió, foram 70,8 milímetros. Em Recife, 57,6 milímetros.
A Bahia também apareceu no mapa das temperaturas mais baixas da região. Correntina registrou 10,7°C, a menor marca do Nordeste no período analisado.
No fim das contas, a semana promete aquele velho Brasil de muitos climas ao mesmo tempo: chuva forte no Norte, instabilidade no litoral do Nordeste, frente fria no Sul e Sudeste, calorão em parte do Centro-Oeste e frio no interior baiano.
É o tempo dando seu recado. E, como sempre, quem mora em área de risco ou depende da estrada, da lavoura ou do mar precisa ficar de olho na previsão.





