A corrida pelo Governo da Bahia perdeu mais um nome antes mesmo de começar oficialmente. A Democracia Cristã da Bahia decidiu retirar a pré-candidatura de José Estêvão dos Santos Barbosa ao Palácio de Ondina.
A decisão foi tomada pela Comissão Executiva Estadual do partido e aprovada por unanimidade. Segundo a legenda, o recuo ocorreu após uma avaliação do cenário político e dos levantamentos eleitorais feitos até aqui.
Na prática, o partido entendeu que José Estêvão não reunia competitividade suficiente para sustentar uma candidatura ao governo estadual em 2026. O nome dele havia sido lançado em abril, em um evento que contou com a presença de Aldo Rebelo, ex-ministro e pré-candidato à Presidência da República.
Com a retirada, a Democracia Cristã agora abre uma nova rodada de discussões internas para decidir se lançará outro nome na disputa. A legenda afirma que uma eventual substituição deverá levar em conta critérios como competitividade eleitoral, representatividade e alinhamento com os princípios do partido.
O movimento mostra como os partidos menores começam a recalcular suas rotas na sucessão estadual. Em uma eleição que tende a ser polarizada entre os principais grupos políticos da Bahia, candidaturas sem estrutura, recall ou musculatura eleitoral podem acabar ficando pelo caminho antes mesmo da campanha ganhar as ruas.
Para a DC, o desafio agora é decidir se insiste em uma candidatura própria ou se passa a negociar espaço em uma composição maior. Para José Estêvão, o recuo representa o fim precoce de uma tentativa de entrar no debate majoritário baiano.
No tabuleiro da política baiana, a retirada da pré-candidatura é pequena no tamanho eleitoral, mas simbólica no movimento: quem não aparece nas pesquisas começa a sair da foto.




