A possível candidatura do deputado estadual Pablo Roberto à prefeitura de Feira de Santana ainda não está definida. Apesar de ser um dos nomes ventilados para a disputa, a decisão final depende diretamente de uma conversa com o ex-prefeito José Ronaldo, principal liderança política do grupo na cidade.
O cenário revela mais do que uma simples articulação eleitoral. Mostra, na prática, o peso que José Ronaldo ainda exerce sobre o campo político local, sendo peça central na definição de candidaturas e estratégias para as próximas eleições municipais.
Nos bastidores, a avaliação é de que qualquer movimento sem o aval do ex-prefeito pode gerar fragmentação no grupo, comprometendo o desempenho eleitoral. Por isso, a construção da candidatura de Pablo Roberto não é tratada como decisão individual, mas como parte de um alinhamento coletivo que busca manter a unidade da oposição.
Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral da Bahia, tem papel estratégico no tabuleiro político estadual. A definição de candidaturas no município ultrapassa o âmbito local e impacta diretamente a correlação de forças para os próximos ciclos eleitorais.
Nesse contexto, a indefinição atual também indica cautela. O grupo político avalia cenários, mede forças e tenta evitar erros que possam custar caro nas urnas.
Mais do que escolher um nome, o desafio é equilibrar interesses internos, preservar alianças e apresentar um projeto competitivo.
No centro dessa equação está uma realidade difícil de ignorar: em Feira de Santana, ainda não há decisão sem o aval de José Ronaldo.





