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Por que será? Jerônimo fica fora do ranking dos governadores mais bem avaliados do Brasil
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Por que será? Jerônimo fica fora do ranking dos governadores mais bem avaliados do Brasil

Não é coincidência. É número.

A mais recente pesquisa do instituto AtlasIntel, realizada entre os dias 6 de outubro e 5 de dezembro de 2025, com quase 201 mil entrevistados em todo o país, trouxe um recado claro: o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ficou fora do ranking dos dez governadores mais bem avaliados do Brasil.

O dado chama atenção não apenas pela ausência em si, mas pelo contexto. A Bahia é um dos estados mais populosos do país, governada pelo PT há quase duas décadas e frequentemente tratada pelo próprio partido como vitrine de gestão. Ainda assim, Jerônimo não alcançou aprovação suficiente para figurar entre os líderes nacionais.

No topo do ranking aparecem governadores de diferentes espectros políticos, como Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Júnior (PR) e Tarcísio de Freitas (SP), além de nomes do próprio PT em outros estados, como Rafael Fonteles (PI) e Elmano de Freitas (CE). Ou seja: não se trata de perseguição ideológica. Trata-se de desempenho percebido pela população.

A pesquisa revela um contraste incômodo. Enquanto outros governadores conseguem traduzir gestão em aprovação popular, a Bahia permanece numa faixa intermediária inferior, longe do protagonismo prometido. Pesquisas paralelas reforçam esse cenário, apontando que a aprovação de Jerônimo oscila perigosamente próxima da desaprovação, sinalizando desgaste precoce da gestão.

O resultado não surge do nada. Segurança pública fragilizada, serviços básicos pressionados, sensação de desorganização administrativa e dificuldade de apresentar entregas concretas ajudam a explicar por que a avaliação não decola.

No fim das contas, o ranking apenas transforma em dado aquilo que o baiano já sente no dia a dia: discurso não basta. Gestão precisa aparecer — e funcionar.

Quando até aliados ideológicos conseguem aprovação maior em outros estados, a pergunta deixa de ser retórica e passa a ser objetiva: por que a Bahia continua ficando para trás?