O PSB avança silenciosamente para ampliar seu peso político na Bahia e se consolidar como uma das principais forças da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues. Nos bastidores, está em curso uma articulação para receber, já em março, durante a janela partidária, cinco deputados estaduais e um prefeito do interior.
O principal nome desse movimento é o prefeito de Jequié, Zé Cocá, atualmente filiado ao PP. Considerado uma das lideranças mais influentes do interior baiano, Cocá já esteve no radar da oposição e chegou a ser cotado como possível vice em uma chapa liderada por ACM Neto, do União Brasil.
O cenário, no entanto, mudou ao longo de 2025. Zé Cocá se aproximou do Palácio de Ondina, selou apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues e encontrou no PSB o caminho para formalizar sua entrada na aliança governista. A filiação é vista como estratégica tanto para o prefeito quanto para o partido, que busca ampliar capilaridade no interior do estado.
Outro reforço considerado “de peso de ouro” é o deputado estadual Vitor Bonfim, atualmente no PV. Pré-candidato a deputado federal, Bonfim mantém forte interlocução com a ala mais jovem do PSB e é tratado internamente como nome praticamente certo para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Segundo um dirigente socialista ouvido sob anonimato, o plano do partido é claro: eleger dois deputados federais em 2026 — Vitor Bonfim e Lídice da Mata, que buscará a reeleição. A estratégia visa, ao mesmo tempo, fortalecer o PSB dentro da base aliada de Jerônimo e ampliar o peso da legenda baiana no cenário nacional.
Com essas movimentações, o PSB sinaliza que não pretende apenas compor a base do governo, mas disputar protagonismo político real na Bahia nos próximos anos.





