Um movimento silencioso nos bastidores do Senado chamou atenção nesta semana. O pedido de quebra de sigilo do ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) acabou sendo retirado da pauta da CPI do Crime Organizado antes mesmo de ser votado.
O requerimento previa a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do político baiano. A medida fazia parte de uma série de solicitações apresentadas dentro das investigações conduzidas pela comissão parlamentar.
No entanto, o item desapareceu da pauta antes da análise dos senadores.
A retirada aconteceu após articulações políticas dentro da própria CPI, segundo informações de bastidores. A reportagem não detalha oficialmente quem pediu a retirada do requerimento, nem quais foram exatamente os motivos apresentados.
João Roma é ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, atual presidente do PL na Bahia e foi candidato ao governo do estado nas eleições de 2022. Seu nome apareceu em um dos requerimentos ligados às investigações da comissão que analisa estruturas e possíveis ramificações do crime organizado no país.
Com a retirada do pedido da pauta, a quebra de sigilo não chegou a ser votada pelos integrantes da CPI.
O episódio reforça algo bastante conhecido em Brasília: muitas decisões políticas acontecem antes mesmo de chegar ao plenário das comissões. Quando um requerimento deixa a pauta de votação, quase sempre há uma história de bastidores por trás.





