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Rejeição no Sudeste pressiona Lula e expõe fragilidade eleitoral do governo
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Rejeição no Sudeste pressiona Lula e expõe fragilidade eleitoral do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário de desgaste político no Sudeste, região que concentra quase metade do eleitorado brasileiro. Dados recentes indicam queda na avaliação do governo e dificuldades crescentes para estruturar palanques competitivos nos principais estados da região, considerados estratégicos para qualquer projeto nacional.

Pesquisa Genial/Quaest, divulgada em janeiro, mostra que a desaprovação ao governo federal supera a aprovação no Sudeste. Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados reprovam a gestão, enquanto 40% avaliam positivamente. O saldo negativo dobrou em apenas um mês, reforçando o sinal de alerta dentro do PT.

O impacto eleitoral do Sudeste tem levado o Planalto a redobrar esforços para montar palanques fortes em estados-chave como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em São Paulo, que sozinho reúne cerca de 22% do eleitorado nacional, o presidente tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo estadual. A estratégia busca conter o avanço do governador Tarcísio de Freitas, que desponta como um dos principais nomes da direita e mantém alinhamento político com Jair Bolsonaro.

Em Minas Gerais, o cenário segue indefinido. A possibilidade de candidatura do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, chegou a ser defendida por Lula, mas perdeu força nos bastidores. No Rio de Janeiro, a aliança com o prefeito Eduardo Paes existe, mas é tratada com cautela por aliados diante de sinais ambíguos do gestor fluminense.

Além das disputas locais, analistas avaliam que a rejeição no Sudeste se tornou um fator decisivo para o desempenho eleitoral do governo, com potencial de influenciar diretamente o resultado nacional. O desafio do Planalto não se resume à formação de alianças, mas à reversão de uma percepção negativa em um eleitorado numeroso e politicamente decisivo.

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