O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, visita Salvador ainda nesta semana para participar de um evento de caráter político e institucional. Embora a agenda oficial seja pontual, o momento e o contexto da viagem ampliam o peso político do gesto.
Zema vem sendo citado com frequência como um dos nomes do campo liberal e da direita para o ciclo eleitoral de 2026. A ida à capital baiana, em um estado governado pelo PT há quase duas décadas, é lida nos bastidores como parte de uma estratégia de ampliação de visibilidade nacional e ocupação de espaço fora de Minas Gerais.
Nos últimos meses, o governador mineiro intensificou sua presença em encontros políticos, eventos empresariais e debates administrativos em diferentes regiões do país. A movimentação indica uma construção gradual de imagem nacional, testando discurso, aceitação e capacidade de diálogo com públicos diversos.
Embora a matéria não detalhe a programação completa nem confirme reuniões com lideranças políticas locais, a visita ocorre em um momento em que o cenário pré-eleitoral começa a se consolidar. Analistas avaliam que dificilmente um governador com projeção nacional amplia agendas interestaduais sem considerar o ambiente político que se desenha para 2026.
A escolha da Bahia também carrega simbolismo. Trata-se de um dos maiores colégios eleitorais do país e de um estado onde temas como gestão pública, segurança, saúde e desenvolvimento regional concentram críticas recorrentes ao atual governo.
Mesmo sem anúncio formal de pré-candidatura, a presença de Romeu Zema em Salvador reforça a percepção de que o jogo nacional já começou nos bastidores. E, nesse jogo, marcar território, construir narrativa e ganhar visibilidade são movimentos essenciais.





