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Sem salário há quatro meses, médicos do HGE mantêm atendimentos em meio ao pré-Carnaval
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Sem salário há quatro meses, médicos do HGE mantêm atendimentos em meio ao pré-Carnaval

Médicos que atuam no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, denunciam estar há cerca de quatro meses sem receber salários após alterações no modelo de contratação promovidas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A situação foi revelada por fonte anônima e envolve profissionais que seguem trabalhando mesmo sem previsão de pagamento.

Segundo os relatos, os médicos eram contratados inicialmente pelo regime da CLT, por meio de uma empresa responsável pela gestão de parte do corpo clínico em unidades estaduais, incluindo o HGE. No entanto, após um escândalo envolvendo suspeitas de desvio de recursos, os contratos foram suspensos, o que resultou em demissões em massa.

Recontratação como PJ e entraves administrativos

Com a rescisão dos contratos, a Sesab abriu editais para recontratação dos mesmos profissionais, desta vez sob o regime de Pessoa Jurídica (PJ). De acordo com os médicos, o novo processo tem sido marcado por burocracia excessiva, mudanças frequentes nos critérios dos editais e demora na validação das empresas prestadoras de serviço.

Um dos profissionais ouvidos afirmou que a maioria das demissões ocorreu em outubro, e que desde então os médicos seguem trabalhando normalmente, mesmo sem receber qualquer remuneração.

Documentação enviada e ausência de resposta

Ainda conforme a denúncia, as empresas vinculadas aos profissionais já encaminharam à Sesab toda a documentação exigida, incluindo comprovantes de trabalho e notas fiscais referentes aos valores devidos. Apesar disso, não houve retorno oficial por parte da Secretaria nem indicação de data para regularização dos pagamentos.

Impacto atinge outras categorias da saúde

A crise não se restringe à classe médica. Profissionais da enfermagem também estariam enfrentando atrasos salariais, ampliando a preocupação com o funcionamento do hospital. Mesmo diante do cenário, as equipes seguem atuando, inclusive em períodos de alta demanda, como o pré-Carnaval, quando o fluxo de atendimentos tende a aumentar.

A denúncia reacende o debate sobre a gestão de contratos na saúde pública estadual, a precarização dos vínculos de trabalho e os riscos à continuidade e à qualidade da assistência prestada à população.

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