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Três PMs mortos em ações distintas expõem fragilidade da segurança pública na Bahia
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Três PMs mortos em ações distintas expõem fragilidade da segurança pública na Bahia

Entre janeiro e fevereiro de 2026, a Polícia Militar da Bahia registrou a morte de três de seus integrantes em diferentes circunstâncias, todas relacionadas ao avanço da violência no estado. Os casos ocorreram no interior e na capital, Salvador, e reacendem o debate sobre as condições de segurança pública e a proteção oferecida aos agentes que atuam na linha de frente do combate ao crime.

A primeira vítima foi o soldado Eduardo César do Nascimento Filho, de 43 anos, lotado no 16º Batalhão (Serrinha). Ele participava de rondas quando a equipe recebeu informações sobre um roubo de veículo no município de Gavião, com suspeitos circulando nas proximidades de Santaluz. Durante a ação, o policial foi morto.

Dias depois, a violência voltou a atingir a corporação. O capitão Salomão foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto na Avenida Lafayete Coutinho, conhecida como Avenida Contorno, em Salvador. O crime ocorreu por volta das 20h, no momento em que o oficial deixava um evento privado. Imagens de câmeras de segurança registraram a troca de tiros no local.

A terceira morte foi a do policial Glauber, assassinado enquanto realizava rondas preventivas no bairro Nordeste de Amaralina, também em Salvador. Ele atuava em ações da Operação Paredão e estava em serviço no momento do ataque.

Os três casos, ocorridos em um intervalo curto de tempo, reforçam a percepção de vulnerabilidade vivida por policiais militares no exercício da função. O cenário tem alimentado críticas à condução da política de segurança pública, apontando ausência de mudanças estruturais e de respostas proporcionais à gravidade dos episódios.

Além das estatísticas, as ocorrências deixam famílias enlutadas e impactam diretamente o moral da tropa, que segue enfrentando a criminalidade em um contexto de risco elevado. A sequência de mortes evidencia a necessidade de reavaliar estratégias, investimentos e medidas de proteção aos profissionais responsáveis por garantir a segurança da população baiana.

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