A corrida eleitoral de 2026 na Bahia já começa a movimentar os bastidores da política estadual. O enfraquecimento político do atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB) abriu espaço dentro da base governista para a discussão de um novo nome para ocupar a vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Nos corredores da política, o cenário é descrito como um processo de “desidratação política” do atual vice. A expressão, usada por aliados e analistas, indica uma perda gradual de influência dentro da base que sustenta o governo.
Com isso, partidos que compõem a coalizão governista passaram a se movimentar para ocupar esse espaço estratégico na futura chapa majoritária.
Entre eles, o PSD, partido liderado na Bahia pelo senador Otto Alencar, aparece como um dos principais interessados na vaga de vice-governador.
Nos bastidores, a legenda discute a possibilidade de apresentar uma lista tríplice de nomes para ser avaliada pelo grupo político do governador. A estratégia serviria como ponto de partida para negociações dentro da base.
A vice-governadoria costuma ter peso decisivo nas composições eleitorais. Além do equilíbrio político entre partidos, o cargo pode representar a ampliação de alianças regionais e o fortalecimento de determinadas correntes dentro do governo.
Nesse contexto, a eventual substituição de Geraldo Júnior na chapa poderia alterar o equilíbrio interno da base governista e ampliar o protagonismo de outros partidos aliados.
Por enquanto, nenhuma decisão foi oficializada. Mas o simples fato de a discussão já existir revela que a montagem da chapa para 2026 começou bem antes do período eleitoral.
Na política, quando um espaço estratégico começa a ficar vago, dificilmente demora para aparecer uma fila de interessados.




