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Quaest mostra Bahia presa à polarização entre Lula e Flávio
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Quaest mostra Bahia presa à polarização entre Lula e Flávio

A eleição presidencial de 2026 na Bahia ainda parece presa a um velho conhecido do eleitor brasileiro: a polarização.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, mostra que a maior parte dos baianos praticamente não conhece outros nomes colocados na disputa além de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em média, 74% dos eleitores do estado dizem não conhecer os demais presidenciáveis testados no levantamento.

O dado é forte porque revela um problema para quem tenta construir uma terceira via ou uma candidatura alternativa: antes de disputar voto, esses nomes ainda precisam disputar existência no imaginário popular.

Entre os mais desconhecidos na Bahia, Renan Santos, do Missão, lidera o ranking. Segundo a Quaest, 82% dos entrevistados afirmaram não conhecê-lo. Logo depois aparecem Augusto Cury, do Avante, desconhecido por 80%; Cabo Daciolo, do Mobiliza, por 74%; Romeu Zema, do Novo, por 72%; e Ronaldo Caiado, do União Brasil, por 64%.

Enquanto isso, Lula e Flávio Bolsonaro nadam em outro rio. O presidente é conhecido por 95% dos eleitores baianos, enquanto Flávio Bolsonaro chega a 88% de conhecimento no estado. Ou seja, para o bem ou para o mal, os dois já largam com uma vantagem fundamental: o eleitor sabe quem são.

No cenário de primeiro turno na Bahia, Lula aparece na liderança, com 49% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro vem em segundo lugar, com 19%. Os demais nomes, juntos, somam apenas 8%.

A pesquisa também testou cenários de segundo turno. Na Bahia, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 55% a 22%. Contra Ronaldo Caiado, o placar seria de 56% a 15%. Contra Romeu Zema, Lula teria 56%, contra 13% do governador mineiro.

Os números reforçam a força histórica do petismo na Bahia, mas também mostram que Flávio Bolsonaro se consolidou como principal nome do campo de direita no estado entre os nomes testados. Mesmo distante de Lula, ele aparece muito acima dos demais opositores.

A aprovação do governo Lula também ajuda a explicar esse ambiente. Na Bahia, 60% dos entrevistados aprovam o terceiro mandato do presidente, enquanto 33% reprovam.

O recado da pesquisa é direto: por enquanto, a eleição presidencial na Bahia tem dois nomes que o povo reconhece e um grupo inteiro tentando sair do anonimato.

Para quem sonha em furar a bolha, o desafio não é pequeno. Na Bahia, antes de pedir voto, vai ter que se apresentar.

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