A União Progressista, federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas, pretende concentrar seus esforços eleitorais na formação de uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados em 2026.
Segundo o deputado federal baiano Claudio Cajado, do PP, a estratégia definida pelas duas legendas é priorizar as candidaturas proporcionais antes de firmar compromissos definitivos nas disputas pela Presidência da República e pelos governos estaduais.
A meta da federação é eleger entre 105 e 120 deputados federais. Caso alcance a projeção mais otimista, o grupo passará a ocupar uma posição ainda mais decisiva nas negociações políticas e na votação de projetos no Congresso Nacional.
Bancada vem antes dos palanques
De acordo com Cajado, União Brasil e Progressistas chegaram a um entendimento de que as alianças estaduais deverão considerar, em primeiro lugar, o cenário mais favorável para seus candidatos à Câmara.
Na prática, isso significa que a federação poderá apoiar diferentes candidaturas ao governo e até adiar decisões relacionadas à eleição presidencial. A prioridade será proteger os interesses eleitorais da futura bancada.
A estratégia demonstra que o grupo não pretende antecipar compromissos que possam limitar seu desempenho nos estados. Com liberdade para negociar, a União Progressista busca ampliar seu espaço político antes de definir de que lado estará nas principais disputas nacionais.
Centro-direita pode controlar a Câmara
Cajado também projetou que partidos de centro e centro-direita poderão conquistar a maioria da Câmara dos Deputados após as eleições.
Somadas, as bancadas da União Progressista, PL, Republicanos e PSD poderiam superar os 257 parlamentares necessários para formar maioria entre os 513 deputados federais.
Esse cenário colocaria o bloco em posição privilegiada para influenciar a agenda legislativa, as negociações com o governo eleito e a escolha da futura presidência da Câmara.
Mais do que vencer uma disputa presidencial, a estratégia parece mirar o controle do espaço onde as principais decisões políticas e orçamentárias do país são negociadas.
Hugo Motta larga na frente
Ao comentar a sucessão no comando da Câmara, Cajado afirmou que ainda considera prematuro discutir candidaturas. Mesmo assim, reconheceu que o atual presidente da Casa, Hugo Motta, do Republicanos, teria vantagem caso decida buscar um novo mandato.
Segundo o parlamentar baiano, Motta é valorizado pelos deputados e mantém uma boa relação com diferentes setores da Câmara.
A eventual formação de uma maioria de centro e centro-direita poderá ter influência direta na escolha do próximo presidente da Casa e na definição da relação do Legislativo com o futuro governo federal.
Aproximação de prefeitos com o governo
Cajado também comentou a movimentação de prefeitos que vêm se aproximando do governo da Bahia. Para o deputado, esse tipo de mudança é comum durante períodos eleitorais, especialmente quando os municípios recebem obras, convênios e recursos estaduais.
A avaliação indica que essas aproximações não seriam, necessariamente, definitivas. Com a eleição se aproximando, prefeitos e lideranças municipais ainda poderão reorganizar seus apoios conforme os cenários regionais e as condições oferecidas por cada grupo político.
Enquanto os palanques permanecem indefinidos, União Brasil e Progressistas trabalham para aumentar sua força no Congresso. A aposta é clara: eleger uma super bancada primeiro e negociar os apoios depois.

