Pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira (1º) mostra um cenário que liga o sinal de alerta no Palácio de Ondina: ACM Neto (União Brasil) aparece na liderança da corrida pelo Governo da Bahia, com 49,2% das intenções de voto, contra 37,5% do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A diferença entre os dois é de 11,7 pontos percentuais. Ou seja: não é empate técnico, não é “oscilação natural”, não é aquela velha desculpa pronta de quem tenta maquiar número ruim. É vantagem aberta.
No cenário estimulado, Ronaldo Mansur (PSol) aparece com 1,9%. Já os votos brancos, nulos ou em ninguém somam 6,9%, enquanto 4,5% dos entrevistados não sabem ou não responderam.
O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 64 municípios baianos, entre os dias 27 e 30 de junho. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Considerando essa margem, ACM Neto pode variar entre 46,6% e 51,8%, cenário que abre até a possibilidade de vitória no primeiro turno, caso os números se confirmem.
Mas o problema para Jerônimo não está apenas na distância para ACM Neto. A pesquisa também mostra que o governador lidera a rejeição entre os pré-candidatos testados. Segundo o levantamento, 38,5% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Jerônimo de forma alguma.
ACM Neto aparece com 26,9% de rejeição, enquanto Ronaldo Mansur registra 26,5%. Em política, intenção de voto mostra força. Rejeição mostra limite. E, nesse caso, o limite do governador começa a aparecer com força.
A pesquisa também mediu a disputa pelo Senado. Rui Costa (PT) aparece na frente, com 50,6% das citações, seguido por Jaques Wagner (PT), com 36,7%. João Roma (PL) tem 23,2%, enquanto Angelo Coronel (Republicanos) aparece com 22,4%.
O retrato do momento é claro: enquanto o governo tenta vender estabilidade, os números mostram desgaste. Jerônimo enfrenta a máquina pesada de quem governa, mas também carrega nas costas os problemas de uma gestão cobrada por obras paradas, promessas antigas e resultados que ainda não chegaram na vida real do baiano.
Do outro lado, ACM Neto aparece capitalizando o sentimento de mudança e se consolidando como principal nome da oposição. A distância na pesquisa não encerra a eleição, mas muda o tom da conversa.
Porque uma coisa é certa: quando o governo começa a perder no voto e liderar na rejeição, nem a propaganda oficial consegue esconder o barulho da realidade.





