ALBA 2026: Quem larga na frente na corrida pelas 63 cadeiras da Assembleia?
A pouco mais de um ano da eleição, a disputa pelas 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia já começa a ganhar forma. Levantamento divulgado pelo Soberano da Bahia traça uma projeção inicial dos nomes e partidos que aparecem hoje com maiores chances de conquistar uma vaga na ALBA em 2026.
É importante destacar: trata-se de uma fotografia do momento. Convenções, alianças, mudanças partidárias, decisões judiciais e o fortalecimento de novas candidaturas ainda podem alterar significativamente o cenário.
Mesmo assim, alguns movimentos já chamam atenção.
PT segue como maior força da Assembleia
A Federação Brasil, formada por PT, PCdoB e PV, aparece liderando a disputa com projeção de 17 cadeiras.
Entre os nomes mais fortes estão Rosemberg Pinto, Zé Raimundo, Osni Cardoso, Rowenna Brito, Vilma Reis e Eduardo Salles. O levantamento ainda ressalta que o deputado estadual Zó (PT), mesmo não aparecendo inicialmente entre os projetados, segue sendo considerado um concorrente forte à reeleição.
A projeção confirma algo que já vem sendo observado nas últimas eleições: a força da máquina partidária e a capilaridade regional da federação governista.
União Brasil mantém protagonismo na oposição
Com projeção de 10 cadeiras, a federação União Brasil/PP surge como principal força oposicionista na Assembleia.
O grupo reúne nomes como Hassan, Júnior Nascimento, Pedro Tavares, Kátia Oliveira, Marcelinho Veiga, Sandro Régis, Elinaldo Araújo, Luciano Simões, Luciano Ribeiro e Penalva.
Apesar da boa projeção, a disputa interna é considerada uma das mais equilibradas entre todos os grupos analisados. Pequenas oscilações podem alterar a composição final da bancada.
PSD segue como potência eleitoral
O PSD aparece com 9 cadeiras projetadas e demonstra mais uma vez sua força no interior baiano.
Ivana Bastos lidera a projeção do partido, seguida por Denise Menezes, Alex Piatã, Niltinho, Eduardo Alencar, Ludmilla Piscina, Ricardo Rodrigues, Cláudia Oliveira e Jusmari Oliveira.
A avaliação é de que o partido continua sendo uma das estruturas mais organizadas da política baiana, com candidatos competitivos distribuídos em várias regiões do estado.
Avante pode ser a grande surpresa
Se a eleição fosse hoje, o Avante conquistaria 7 cadeiras.
A projeção inclui Binho Galinha, Vitor Azevedo, Marão, Laerte, Léo de Neco, Felipe Duarte e Patrick Lopes.
Mas existe uma ressalva importante: a situação jurídica envolvendo Binho Galinha pode impactar diretamente a composição final da chapa. O próprio levantamento alerta que qualquer mudança nesse cenário exigirá revisão completa das projeções do partido.
PL cresce, mas ainda busca espaço maior
O Partido Liberal aparece com projeção de 5 cadeiras.
Samuel Júnior lidera a lista, seguido por Paulo Câmara, Igor Dominguez, Diego Castro e Cinthya Marabá.
Apesar do crescimento da direita no cenário nacional, a projeção indica que o PL ainda enfrenta dificuldades para transformar esse capital político em uma bancada maior na Bahia.
Republicanos, MDB e PDT disputam voto a voto
Os cenários mais apertados aparecem entre Republicanos, MDB e a federação PDT/PRD/SD.
No Republicanos, Marquinhos do Leite e Thiago Gileno aparecem empatados na disputa pela última vaga.
No MDB, David Rios e Carlinhos Sobral travam uma disputa direta pela terceira cadeira.
Já na federação PDT/PRD/SD, a última vaga está rigorosamente empatada entre Kátia Bacelar e Cacau da Mata.
São situações que devem permanecer indefinidas até as convenções.
PSOL, Rede e PSDB apostam na resistência
A federação PSOL/Rede aparece com duas cadeiras projetadas, mas com um cenário extremamente aberto. Hilton Coelho, Kleber Rosa, Rasta e Magno Lavigne surgem praticamente empatados.
Já o PSDB projeta a eleição de Thiago Correia e Jordávio Ramos, enquanto Colbert Martins aparece como primeiro suplente.
Ex-prefeitos entram forte na disputa
Um dos fenômenos destacados pelo levantamento é a quantidade de ex-prefeitos que devem disputar uma vaga na Assembleia.
A expectativa é que entre 10 e 15 ex-gestores municipais consigam conquistar mandato em 2026, impulsionados por bases eleitorais já consolidadas e forte presença regional.
Não por acaso, especialistas já consideram esta uma das eleições mais caras da história recente da Bahia para deputado estadual, com campanhas competitivas podendo exigir investimentos entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões.
Quem ficou fora, mas continua no jogo?
O levantamento também aponta alguns nomes considerados fortes que ficaram de fora da projeção inicial:
Ângelo Almeida
Elmo Vaz
Doutor Pitágoras
Josafá Marinho
Segundo os organizadores da análise, todos seguem no radar e têm potencial para aparecer nas próximas atualizações.
O que essa fotografia revela?
A principal conclusão é que a base do governador Jerônimo Rodrigues continua largando em vantagem na disputa pela ALBA. PT, PSD, Avante, MDB, PDT e aliados concentram a maior parte das cadeiras projetadas.
Do outro lado, União Brasil e PL seguem como os principais polos da oposição, mas ainda enfrentam o desafio de ampliar suas bancadas para equilibrar forças dentro do Legislativo estadual.
Por enquanto, a corrida está apenas começando. E se há uma certeza na política baiana, é que muitas das vagas projetadas hoje ainda podem mudar de mãos até outubro de 2026.





