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Projeção do Soberano aponta cenário completo para as 39 cadeiras da Bahia na Câmara Federal
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Projeção do Soberano aponta cenário completo para as 39 cadeiras da Bahia na Câmara Federal

A corrida pela Câmara Federal na Bahia já começou nos bastidores. E, pelo visto, o jogo não será para amadores.

Levantamento projetado pelo Soberano da Bahia, com base no cenário político atual, aponta uma divisão inicial das 39 cadeiras baianas na Câmara dos Deputados para 2026. A conta considera partidos, federações, candidaturas já colocadas, desempenho eleitoral esperado, força de mandato, estrutura política e capacidade de campanha.

O cenário trabalha com uma estimativa de mais de 8,5 milhões de votos válidos em toda a Bahia. Com isso, o coeficiente eleitoral projetado ficaria entre 206 mil e 207 mil votos para eleger um deputado federal.

Na prática, isso significa que cada partido ou federação precisará montar uma chapa forte, com puxadores de voto, nomes competitivos e estrutura suficiente para atravessar uma eleição que deve ser cara, disputada e cheia de mudanças até outubro de 2026.

PT, União Brasil e PSD concentram a maior força inicial

Pela projeção, as três maiores forças partidárias ou federativas no cenário baiano concentram boa parte das vagas.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aparece com a maior bancada projetada: 9 cadeiras. Entre os nomes listados estão Lucas Reis, Jorge Solla, Zé Neto, Daniel Almeida, Alice Portugal, Afonso Florence, Ivoneide Caetano, Bacelar e Waldenor Pereira.

Na sequência aparece a federação União Brasil/PP, com 8 cadeiras projetadas. A lista inclui Elmar Nascimento, Claudio Cajado, Dal Barreto, Paulo Azi, Manuel Rocha, Arthur Maia, Leur Lomanto Jr. e Cacá Leão.

O PSD surge logo depois, com 6 cadeiras, tendo nomes como Daniel Alencar, Antonio Brito, Gabriel, Sérgio Brito, Paulo Magalhães e Charles Fernandes.

Somadas, essas três forças chegam a 23 das 39 cadeiras, o que representa quase 60% da bancada federal baiana. Ou seja, se a projeção se confirmar, a maior parte da representação da Bahia em Brasília continuará concentrada nos grandes grupos políticos já bem estruturados.

Republicanos, PL e Avante aparecem com três vagas cada

No segundo bloco da projeção, três partidos aparecem com 3 cadeiras cada: Republicanos, PL e Avante.

O Republicanos projeta Diego Coronel, Márcio Marinho e Leo Prates. Rogéria Santos aparece fora da lista, mas ainda com votação competitiva.

O PL projeta Roberta Roma, Capitão Alden e Jonga Bacelar. Leandro de Jesus e Raissa Soares aparecem fora da lista, mas ainda no radar da disputa.

Já o Avante aparece com Neto Carletto, Pastor Sargento Isidório e Marcelo Emerenciano. Pela projeção divulgada, o partido teria força para manter uma bancada relevante, embora o cenário ainda possa sofrer ajustes até a eleição.

MDB, PSB e PSDB ficam com duas cadeiras cada

A projeção também aponta 2 cadeiras para o MDB, com Jayme Vieira Lima e Ricardo Maia.

O PSB também aparece com 2 vagas, projetando Mário Negromonte Jr. e Lídice da Mata. Vitor Bonfim aparece fora da lista, mas com votação estimada que ainda o mantém no jogo.

O PSDB surge com 2 cadeiras, projetando Adolfo Viana e Carlos Muniz. Duda Sanches aparece fora da lista, com 65 mil votos estimados.

PDT fecha a conta com uma cadeira

O PDT aparece com 1 cadeira projetada, tendo Félix Mendonça Jr. como nome listado, com estimativa de 110 mil votos.

Com isso, a projeção final fecha as 39 cadeiras da Bahia da seguinte forma:

FE Brasil: 9 cadeiras
União Brasil/PP: 8 cadeiras
PSD: 6 cadeiras
Republicanos: 3 cadeiras
PL: 3 cadeiras
Avante: 3 cadeiras
MDB: 2 cadeiras
PSB: 2 cadeiras
PSDB: 2 cadeiras
PDT: 1 cadeira

Retrato do momento, não sentença final

Apesar dos números chamarem atenção, a própria projeção deixa claro: este não é um cenário definitivo.

A eleição de 2026 ainda pode passar por mudanças partidárias, novas alianças, desistências, crescimento de candidaturas regionais e movimentações de última hora. Em eleição proporcional, tudo pesa. Voto de legenda, puxadores, nominatas, federações, sobras e desempenho coletivo podem mudar completamente o resultado final.

Outro ponto importante é a força dos deputados com mandato. No sistema atual, quem já está na cadeira tende a largar com vantagem. Tem base eleitoral formada, presença no interior, estrutura política e maior capacidade de financiamento de campanha.

E aí mora o ponto central: a disputa por uma vaga na Câmara Federal da Bahia deve exigir muito mais do que popularidade. Vai exigir máquina, articulação e dinheiro. Nos bastidores, especialistas do meio político estimam que uma campanha competitiva para deputado federal no estado pode exigir investimentos entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões.

Ou seja, a eleição ainda está longe, mas o tabuleiro já começou a se mexer.

E pelo tamanho da conta, uma coisa já parece clara: em 2026, a briga pelas cadeiras da Bahia em Brasília será grande. Muito grande.

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