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Flávio cobra Lula sobre tarifa dos EUA
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Flávio cobra Lula sobre tarifa dos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem até julho para negociar com os Estados Unidos e tentar evitar um novo tarifaço sobre produtos brasileiros.

A declaração foi dada nesta terça-feira, 2 de junho, em entrevista à Itatiaia, após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, propor a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações brasileiras. A exceção ficaria para produtos enquadrados em tarifas de segurança nacional.

Segundo Flávio, pelo que entendeu, a medida ainda seria uma sugestão e só passaria a valer a partir de julho. Na avaliação dele, esse intervalo deve ser usado pelo governo brasileiro para negociar, defender empresas nacionais e valorizar o agronegócio.

A decisão final ainda cabe ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O assunto reacende um ponto sensível para a economia brasileira, especialmente em setores que dependem fortemente das exportações e que podem ser atingidos por uma nova rodada de barreiras comerciais.

A fala de Flávio também ocorre em meio à sua aproximação com Trump. Recentemente, o senador esteve na Casa Branca e afirmou ter pedido ao governo americano que classificasse facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. Dias depois, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que passou a tratar os dois grupos como “Terroristas Globais Especialmente Designados”.

No campo comercial, a relação entre Brasil e Estados Unidos já vinha marcada por tensão. No primeiro semestre de 2025, Trump anunciou tarifas contra diversos países, incluindo o Brasil. No caso brasileiro, houve uma tarifa adicional de 40% sobre produtos nacionais.

Em novembro, parte dessas taxas foi zerada para produtos como carne e café, após uma conversa entre Trump e Lula. Desde então, os dois presidentes passaram a demonstrar publicamente uma relação mais amistosa. Trump chegou a dizer que teve “química” com Lula, enquanto o petista afirmou se considerar “amigo” do republicano.

Agora, essa relação volta a ser testada. Se a proposta de tarifa de 25% avançar, Lula terá que provar que a tal boa convivência com Trump serve para algo além de frases simpáticas em evento internacional.

Na prática, o governo brasileiro tem diante de si uma missão objetiva: proteger empresas, exportadores, empregos e setores estratégicos da economia. Porque, quando tarifa entra na conta, quem costuma pagar o preço não é o discurso diplomático. É quem produz, exporta e trabalha.

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