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FLÁVIO APERTA WAGNER E RUI E COBRA CPI DO BANCO MASTER
LEM - O SOBERANO DA BAHIA

FLÁVIO APERTA WAGNER E RUI E COBRA CPI DO BANCO MASTER

Senador afirma que núcleo petista precisa ser investigado e defende depoimentos de Daniel Vorcaro e Augusto Lima

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a colocar os principais nomes do PT baiano no centro das discussões envolvendo o Banco Master. Durante entrevista ao Flow News, o parlamentar afirmou que tem feito críticas diretas ao senador Jaques Wagner e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e cobrou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso.

Flávio rejeitou a ideia de que estaria evitando comentar as suspeitas envolvendo a instituição financeira e afirmou que já levou o assunto à tribuna do Senado. Segundo ele, as críticas foram tão incisivas que Jaques Wagner chegou a se manifestar publicamente em resposta.

“Eu esculhambei ele. Eu falei da Bahia, eu falo de Rui Costa, eu falo de Jaques Wagner a todo momento. Ele subiu na tribuna para falar mal de mim, para responder”, declarou o senador.

A cobrança mais dura, no entanto, foi pela criação de uma CPI do Banco Master. Flávio defendeu que o banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário baiano Augusto Lima sejam convocados para prestar esclarecimentos.

Na avaliação do senador, Augusto Lima teria ligação política com Wagner e Rui e seria uma das peças centrais para entender como as suspeitas envolvendo o banco teriam começado na Bahia.

“Eu quero a CPI do Banco Master, sim. Quero o Augusto Lima e o Vorcaro sentados nessa CPI. O núcleo do PT inteiro está envolvido nessa sacanagem começando na Bahia, com esse Augusto Lima”, afirmou.

As declarações representam acusações políticas feitas por Flávio Bolsonaro e ainda precisam ser devidamente apuradas pelas autoridades competentes. Mesmo assim, aumentam a pressão sobre duas das principais lideranças do grupo que governa a Bahia há quase duas décadas.

FILME DE BOLSONARO TAMBÉM ENTROU NO DEBATE

Durante a entrevista, Flávio também comentou o investimento do Banco Master em uma produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.

O senador argumentou que o aporte destinado ao filme ocorreu dentro de uma relação privada e tentou estabelecer uma diferença entre esse investimento e as suspeitas de favorecimento político envolvendo integrantes do governo federal.

Flávio classificou como crime uma suposta promessa de benefícios ao Banco Master que atribuiu ao presidente Lula, a Jaques Wagner e a Rui Costa. A reportagem original, entretanto, não apresentou provas ou detalhes sobre essa acusação, limitando-se a registrar a declaração do parlamentar.

O SILÊNCIO JÁ NÃO É SUFICIENTE

A pressão pela CPI mostra que o caso Banco Master deixou de ser apenas uma disputa de versões e passou a atingir diretamente o núcleo político do PT na Bahia.

Jaques Wagner e Rui Costa são dois dos principais pilares do projeto petista no estado. Quando seus nomes aparecem repetidamente em cobranças públicas relacionadas a um escândalo financeiro, a resposta não pode se limitar ao discurso político ou à tentativa de desqualificar os adversários.

Se não há qualquer irregularidade, uma investigação ampla e transparente deveria interessar a todos.

O que a sociedade não pode aceitar é que acusações graves sejam tratadas apenas como barulho eleitoral. O Banco Master precisa ser investigado até o fim, com documentos, depoimentos e responsabilidades devidamente esclarecidas.

Porque, quando o dinheiro, o poder e as relações políticas se misturam, a transparência deixa de ser uma escolha.

Passa a ser obrigação.

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