Uma tragédia comoveu o município de Remanso, no norte da Bahia, após a morte de uma criança que havia recebido atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e precisou ser transferida para uma unidade especializada em Salvador.
De acordo com informações divulgadas pelo repórter Fábio Mendonça, da página Saúde SUS, a criança foi atendida pelas equipes de saúde da UPA, mas, diante da gravidade do quadro clínico, foi solicitada a transferência para a capital baiana.
O processo de regulação, segundo as informações divulgadas, teria levado cerca de 48 horas até a autorização da transferência. Após a liberação, foi montada uma operação de transporte aeromédico, envolvendo profissionais da UPA, do SAMU e da equipe da UTI aérea.
Apesar dos esforços das equipes médicas envolvidas no atendimento e na remoção, a criança não resistiu.
O caso provocou forte comoção entre moradores de Remanso, familiares e amigos. A morte precoce reacendeu também um alerta importante para pais e responsáveis sobre os riscos de engasgamento em crianças pequenas.
Especialistas orientam atenção redobrada com alimentos como amendoim, uvas, balas e também com objetos pequenos, que podem representar risco para crianças. A recomendação é que responsáveis mantenham vigilância constante, principalmente durante a alimentação e nas brincadeiras.
Além da dor da família, o caso levanta novamente o debate sobre a velocidade da regulação e o acesso a unidades especializadas no interior da Bahia. Em situações graves, cada hora pode fazer diferença, e a espera por uma vaga expõe o drama vivido por famílias que dependem da rede pública de saúde.
Neste momento de luto, ficam os sentimentos de solidariedade à família, aos amigos e à comunidade de Remanso, além do reconhecimento ao trabalho das equipes de saúde que atuaram no atendimento da criança.





