Aliança formada por PL, União Brasil, PP, Republicanos, Novo e Podemos também reúne cerca de 60% das cadeiras do Senado eleito para 2027.
A disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ganhou um novo capítulo com a ampliação da base partidária de Flávio Bolsonaro (PL). O candidato recebeu o apoio de importantes legendas do centro e da centro-direita, formando uma aliança que reúne mais da metade das cadeiras da Câmara dos Deputados na próxima legislatura.
Segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil nesta quinta-feira (8), os partidos que já haviam declarado apoio a Flávio somavam 259 dos 513 deputados federais eleitos, o equivalente a aproximadamente 50,5% da Câmara.
A composição inicial incluía o PL, com 121 deputados eleitos; a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, com 87 parlamentares; o Republicanos, com 41; e o Novo, com dez cadeiras.
Mas a articulação política não parou por aí.
Na manhã desta quinta-feira (8), o Podemos também oficializou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A legenda elegeu 27 deputados federais, elevando para 286 o número de cadeiras conquistadas pelos partidos que apoiam o candidato, aproximadamente 55,8% da futura Câmara.
Apoio também alcança o Senado e governos estaduais
A dimensão da aliança não se limita à Câmara dos Deputados.
Antes da adesão do Podemos, os partidos aliados já reuniam 48 das 81 cadeiras do Senado Federal para 2027, o equivalente a 59,3% da Casa.
Com os dois senadores do Podemos, esse número chega a 50 parlamentares, aproximadamente 61,7% do Senado.
Nos governos estaduais, a representação também chama atenção. Entre os 20 governadores eleitos no primeiro turno, dez pertencem às legendas que inicialmente declararam apoio ao candidato do PL. Com a entrada do Podemos, que também elegeu um governador, a aliança passa a reunir partidos responsáveis pela eleição de 11 desses 20 governadores.
União da direita e centro-direita
A aproximação entre os partidos foi consolidada ao longo da semana, com reuniões e declarações públicas de lideranças políticas.
Durante encontro realizado em Brasília, na quarta-feira (7), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) classificou a articulação como uma união de forças da direita e da centro-direita em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.
A parlamentar também aparece entre os nomes mencionados para a disputa pela presidência do Senado em 2027, ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN).
No mesmo encontro, Flávio questionou a relação que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia manter com a nova composição do Congresso, caso fosse reeleito.
O peso político do novo Congresso
O crescimento do apoio partidário a Flávio Bolsonaro coloca a composição do Congresso Nacional no centro do debate presidencial.
A representação das legendas aliadas pode ter importância nas futuras negociações parlamentares, na definição das presidências da Câmara e do Senado e na tramitação de propostas legislativas.
Entretanto, é importante distinguir o apoio eleitoral dos partidos de uma maioria parlamentar efetivamente consolidada. Deputados e senadores podem adotar posições diferentes das orientações nacionais de suas legendas, especialmente em votações específicas.
Além disso, propostas de emenda à Constituição exigem pelo menos 308 votos na Câmara, número superior às 286 cadeiras reunidas pelos partidos que apoiam Flávio.
O cenário revela uma nova configuração das forças políticas que ocuparão o Congresso a partir de 2027. Independentemente do resultado da eleição presidencial, essa composição terá papel relevante nas articulações entre Executivo e Legislativo nos próximos quatro anos.
Fontes: CNN Brasil, reportagens publicadas em 7 e 8 de outubro de 2026.





