A promessa era simples. A Refinaria de Mataripe anunciou redução no preço dos combustíveis vendidos às distribuidoras. A lógica parecia óbvia: gasolina mais barata na origem, alívio no bolso do consumidor. Mas, em Salvador, a matemática não fechou.
Na prática, o que o soteropolitano encontrou foi um cenário confuso e, para muitos, frustrante. Em alguns postos, até houve queda. Mas em outros, o preço simplesmente ignorou a redução ou, pior, subiu. Resultado: o consumidor ficou sem entender quem está falando a verdade nessa história.
Hoje, abastecer na capital virou quase um jogo de sorte. O litro da gasolina comum varia entre R$ 6,87 e R$ 7,79. A diferença não é pequena. Em bairros como Vila Laura e Armação, ainda dá para encontrar valores mais baixos. Já em regiões como Pituba e Pituaçu, o preço encosta no teto e pesa no orçamento.
E aí vem a pergunta que ninguém responde direito: se a refinaria reduziu, por que não chegou na bomba?
O problema parece estar no caminho entre a produção e o posto. Distribuição, margem, estratégia comercial ou simplesmente oportunismo? Enquanto isso não fica claro, o consumidor segue pagando a conta.
No fim das contas, a sensação é a de sempre: quando sobe, chega rápido. Quando desce, demora… ou nem chega.





