O ex-ministro e dirigente do PL na Bahia, João Roma, fez duras críticas aos adversários políticos após o resultado das eleições e afirmou que existe uma tentativa de “manipulação dos mais pobres” no estado.
A declaração foi dada durante uma coletiva ao lado de ACM Neto, após Roma ser derrotado na disputa pelo Senado Federal.
Ao comentar o cenário político baiano, Roma comparou a atuação de seu grupo com a dos adversários e afirmou que, no passado, sua corrente política buscou ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Como nós fizemos no passado, ajudamos os necessitados. Diferente destes que manipulam os mais pobres aqui na Bahia”, afirmou.
A fala foi direcionada, de forma indireta, aos adversários ligados ao campo governista e à chamada dobradinha petista que saiu fortalecida das urnas.
Roma promete reforçar campanha de Flávio Bolsonaro
Mesmo após a derrota na disputa pelo Senado, João Roma afirmou que seguirá atuando politicamente e que agora pretende concentrar esforços na campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.
Segundo ele, o objetivo é ampliar o diálogo com o eleitorado e defender uma mudança nos rumos do país.
Roma declarou acreditar que o Brasil tem potencial para viver “dias melhores” e que o segundo turno representa uma oportunidade para apresentar uma alternativa política ao projeto atualmente representado pelo PT.
Força no Congresso é destacada por Roma
Durante a coletiva, o ex-ministro também destacou o desempenho eleitoral de seu campo político no Congresso Nacional.
Segundo Roma, o grupo conseguiu eleger pelo menos 100 deputados federais e 28 senadores.
O número foi citado como demonstração de força política nacional e como um dos fatores que, na avaliação dele, podem influenciar o segundo turno da eleição presidencial.
Possível aproximação com o União Brasil
Outro ponto abordado foi a postura do União Brasil nesta nova fase da disputa.
Roma reconheceu que qualquer decisão formal cabe à direção da própria legenda, mas afirmou enxergar como inevitável uma aproximação entre os grupos.
“Obviamente as decisões do União Brasil competem ao União Brasil, mas é inevitável que nós vamos estar juntos”, declarou.
A sinalização acontece em um momento de reorganização das forças políticas após o primeiro turno.
Roma ainda defendeu que partidos e lideranças superem eventuais divergências e construam um ambiente de conciliação em torno de um novo projeto nacional.
Segundo turno deve ampliar articulações
As declarações de João Roma mostram que, apesar da derrota na disputa pelo Senado, o dirigente do PL pretende continuar no centro das articulações políticas da Bahia.
Além da crítica direta ao modelo político de seus adversários, Roma já projeta sua participação na campanha de Flávio Bolsonaro e sinaliza uma possível convergência com setores do União Brasil.
Com o segundo turno pela frente, o cenário agora deve ser marcado por novas alianças, reposicionamentos e tentativas de ampliar apoios tanto na Bahia quanto no restante do país.
Fonte: Bahia Notícias

