Disparos foram registrados durante celebração em Areia Branca; padre mandou fechar as portas do templo e pediu calma aos fiéis
A violência voltou a assustar moradores de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Na noite do último sábado (15), disparos de arma de fogo nas proximidades da Paróquia Santo Agostinho, no bairro de Areia Branca, interromperam uma missa que estava sendo transmitida ao vivo.
Os tiros foram ouvidos pouco antes da distribuição da Santa Eucaristia e provocaram momentos de tensão entre os fiéis que acompanhavam a celebração.
Diante da situação, o Cônego Karol Wojtyla, responsável pela missa, orientou imediatamente que as portas da igreja fossem fechadas, inclusive os acessos laterais, para preservar a segurança das pessoas que estavam no interior do templo.
Enquanto os disparos eram ouvidos, o sacerdote tentou tranquilizar os fiéis, pediu que ninguém entrasse em pânico e conduziu orações coletivas, como o Pai Nosso e a Ave Maria.
A própria transmissão da missa registrou o momento de tensão e a reação do religioso. Em determinado momento, o cônego reforçou uma mensagem de fé aos presentes, afirmando que “quem tem Deus não deve temer os dias maus”.
Violência chega à porta da igreja
O episódio chama atenção por mais uma vez expor moradores da Região Metropolitana de Salvador a uma situação de violência armada, desta vez durante uma celebração religiosa.
A missa acontecia na véspera da Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, e os fiéis precisaram permanecer dentro da igreja enquanto os acessos eram mantidos fechados por segurança.
Apesar do susto, não houve registro de feridos, segundo as informações divulgadas.
Após o episódio, o Cônego Michel Valério também se manifestou nas redes sociais, lamentando os impactos da violência armada sobre a população e reforçando o pedido por mais segurança e pacificação das comunidades.
Polícia Civil não tinha registro da ocorrência
Procurada pela CNN Brasil, a Polícia Civil da Bahia informou que, até a publicação da reportagem, não havia registro de ocorrência relacionado ao episódio.
A Polícia Militar da Bahia também foi procurada pelo veículo, mas não havia se manifestado até a publicação da matéria.
O caso reforça uma realidade que tem se tornado cada vez mais presente no cotidiano dos baianos: a violência ultrapassa ruas e bairros e chega até espaços de fé, obrigando cidadãos a buscar proteção até mesmo dentro de uma igreja.
Em Lauro de Freitas, o som dos tiros interrompeu a missa e transformou uma noite de oração em momentos de medo e apreensão.





