Macaúbas cobra o PT

A paciência parece estar ficando curta na Bacia do Paramirim. O prefeito de Macaúbas, Aloisio Rebonato, elevou o tom contra o Governo da Bahia e afirmou que a população da região está cansada de promessas que se arrastam há anos sem virar entrega concreta.

Segundo o gestor, demandas antigas seguem sem resposta efetiva por parte do governo estadual. Entre as principais cobranças estão a conclusão da BA-573, a construção de um Hospital Regional e novos investimentos em saúde e infraestrutura.

A crítica mira justamente um ponto sensível para o interior baiano: o abismo entre anúncio e execução. Obras prometidas, projetos apresentados, discursos repetidos e, no fim das contas, comunidades inteiras ainda esperando por serviços básicos e estruturas que deveriam facilitar a vida de moradores, produtores e trabalhadores da região.

Rebonato afirmou que a população quer resultados reais, não apenas compromissos renovados a cada ciclo político. Para ele, a insatisfação cresce porque os problemas continuam os mesmos, enquanto as promessas envelhecem sem sair do papel.

A conclusão da BA-573, por exemplo, é vista como uma obra essencial para melhorar a mobilidade, fortalecer o escoamento da produção e integrar melhor os municípios da Bacia do Paramirim. Já o Hospital Regional aparece como uma demanda urgente para ampliar o acesso à saúde e reduzir a dependência de deslocamentos para outras cidades.

No interior, onde uma estrada concluída pode mudar a rotina de uma comunidade inteira e um hospital pode representar a diferença entre atendimento rápido e abandono, promessa não asfaltada pesa. E pesa muito.

A cobrança do prefeito expõe um desgaste recorrente na relação entre o governo estadual e parte dos municípios baianos: a sensação de que o interior aparece muito no discurso, mas nem sempre na prioridade das entregas.

Agora, a pergunta que fica é simples: até quando a Bacia do Paramirim vai continuar ouvindo promessas antigas como se fossem novidades?

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