Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

/
/
Zema e Caiado ensaiam aliança para 2026
Captura de tela 2026-02-18 171742

Zema e Caiado ensaiam aliança para 2026

A direita e a centro-direita começaram a se movimentar com mais força para tentar evitar um problema conhecido: muitos candidatos no mesmo campo político e poucos votos concentrados em uma candidatura realmente competitiva.

Os ex-governadores Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás, se reuniram na terça-feira (26) para discutir uma possível aliança já no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Ambos são pré-candidatos ao Palácio do Planalto e tentam encontrar um caminho comum diante de um cenário ainda embolado fora do campo governista.

A conversa ocorre em meio à tentativa de reorganização da direita após a desaceleração da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, do PL. A estratégia, segundo a matéria, seria evitar a pulverização dos votos da direita e da centro-direita, especialmente em um momento em que Lula segue como o principal nome da esquerda na disputa.

Caiado admitiu que há um sentimento de aproximação com Zema e afirmou que os dois ainda estão avaliando o cenário. O ex-governador de Goiás reconheceu que sua pré-campanha e a de Zema ainda estão abaixo do patamar de Lula e Flávio Bolsonaro, mas defendeu que uma composição poderia dar mais força ao grupo, seja para chegar mais competitivo ao primeiro turno, seja para construir uma ponte até o segundo.

Zema, por sua vez, deixou a porta aberta, mas sem abrir mão do protagonismo. Ao comentar a possibilidade de ser vice de Caiado, respondeu em tom de brincadeira: “Não poderia ser ao contrário?”. A frase resume bem o tamanho do impasse: todos falam em união, mas ninguém parece disposto a ser coadjuvante.

Nos bastidores, a movimentação tem um alvo claro: impedir que o eleitorado de oposição ao PT se divida entre nomes que disputam o mesmo espaço. Zema tenta se apresentar como alternativa liberal e de gestão. Caiado aposta no perfil mais duro, ligado à segurança pública e ao conservadorismo. Flávio Bolsonaro, por sua vez, ainda carrega o sobrenome com maior peso eleitoral no bolsonarismo, mas também enfrenta desgaste político.

A situação de Flávio ficou mais delicada após a repercussão envolvendo áudios relacionados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no contexto da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Zema aproveitou o episódio para subir o tom e afirmou que votar em Flávio poderia significar, na prática, entregar a eleição para Lula, por causa da rejeição do senador.

Mesmo assim, o ex-governador mineiro disse que apoiaria Flávio em um eventual segundo turno contra um candidato de esquerda. Ou seja: critica no primeiro turno, mas fecha no segundo. Política raiz, daquelas em que a indignação tem prazo de validade.

O encontro entre Zema e Caiado mostra que a direita sabe que precisa se organizar, mas ainda tropeça na vaidade dos próprios nomes. A união pode até ser o discurso, mas a pergunta que segue sem resposta é simples: quem aceita sair da foto principal para virar vice?

Porque em eleição presidencial, todo mundo quer ser solução. O problema é quando sobram presidenciáveis e falta projeto capaz de juntar o campo inteiro.

Deixe um comentário