A Câmara Municipal de Salvador aprovou, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO, para o exercício de 2027, enviada pela Prefeitura por meio do Projeto de Lei nº 154/2026.
O texto passou com ampla maioria entre os vereadores e teve apenas um voto contrário: o do vereador Hamilton Assis, do PSOL.
A LDO é uma das peças mais importantes do planejamento público. É ela que define as metas e prioridades da gestão municipal e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual — LOA, que vai detalhar como o dinheiro da cidade será aplicado no próximo ano.
Para 2027, a previsão é de uma receita total de R$ 15 bilhões. Desse montante, R$ 3 bilhões estão previstos para despesas de capital, especialmente investimentos e obras estruturantes.
A proposta também projeta crescimento de 5,2% nas receitas correntes e de 6,3% nas receitas tributárias, o que, segundo a lógica da gestão municipal, amplia a capacidade da Prefeitura de financiar projetos estratégicos.
Na prática, a aprovação da LDO abre caminho para que Salvador organize o orçamento de 2027 com foco em arrecadação, obras e investimentos. Mas também aumenta a responsabilidade sobre a execução: com uma previsão bilionária na mesa, a cobrança por entrega precisa acompanhar o tamanho dos números.
Fechamento Soberano:
Salvador aprovou o mapa do dinheiro para 2027. Agora, a pergunta que fica é simples: esses R$ 15 bilhões vão virar obra, serviço e melhoria real na vida do povo ou só número bonito no papel?





