Coronel declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e foi além. Afirmou que pretende participar ativamente da campanha, deixando claro que sua atuação não será apenas simbólica, mas de engajamento direto no processo eleitoral.
A fala carrega um peso que vai além do apoio em si. Ao admitir que votou no ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 e ao se definir como um político de centro-direita, o senador reforça uma identidade política que até então era tratada com mais cautela. Ao mesmo tempo, afasta qualquer associação com o campo petista e sinaliza distanciamento da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse tipo de posicionamento não acontece por acaso. Em um ambiente pré-eleitoral, onde alianças ainda estão sendo desenhadas, assumir lado pode significar ganhar espaço dentro de um grupo político e se consolidar como peça relevante nas articulações.
O movimento também evidencia uma tendência mais ampla. Lideranças regionais começam a antecipar seus alinhamentos com foco na disputa nacional, mostrando que o jogo de 2026 já está em andamento, mesmo sem definição oficial de candidaturas.
Na prática, o gesto de Angelo Coronel indica mais do que uma escolha individual. Ele revela que a política baiana está cada vez mais conectada ao cenário nacional, onde posicionamento, narrativa e alianças começam a ser definidos com antecedência.





