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Justiça manda Marta Rodrigues apagar vídeo contra ACM Neto
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Justiça manda Marta Rodrigues apagar vídeo contra ACM Neto

A tentativa de colar ACM Neto à família Bolsonaro sofreu um freio da Justiça Eleitoral. A vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT) foi obrigada a remover um vídeo publicado em seu perfil no Instagram que associava o ex-prefeito da capital e pré-candidato ao governo da Bahia ao clã bolsonarista.

A decisão foi proferida pelo juiz eleitoral Paulo Alberto Nunes Chenaud, que considerou o conteúdo enganoso e determinou a exclusão da publicação no prazo de 24 horas após a notificação. Caso a ordem não seja cumprida, a parlamentar poderá pagar multa diária de R$ 5 mil. Marta também terá 48 horas para apresentar sua defesa.

No vídeo, intitulado “ACM Neto e Bolsonaro: farinha do mesmo saco”, ACM Neto aparece retirando uma máscara e revelando o rosto de Eduardo Bolsonaro. Em seguida, Eduardo tira outra máscara e surge Flávio Bolsonaro, que por sua vez é substituído por Jair Bolsonaro. A peça buscava transmitir a ideia de que o líder da oposição na Bahia estaria politicamente alinhado ao ex-presidente.

Para o magistrado, no entanto, a narrativa não se sustenta nos fatos. A decisão destaca que ACM Neto já declarou apoio à pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, também do União Brasil, e não ao grupo bolsonarista. O juiz observou ainda que esse posicionamento, inclusive, gerou desconforto entre setores ligados ao ex-presidente.

A ação foi movida pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, com atuação do escritório Ismerim Advogados. A decisão também alcança a Meta, empresa responsável pelo Instagram. Se a vereadora não remover o conteúdo no prazo estipulado, a plataforma poderá ser acionada para retirar o vídeo e eventuais republicações.

O episódio revela uma movimentação cada vez mais evidente no tabuleiro político baiano. Com ACM Neto liderando pesquisas e consolidando-se como principal nome da oposição ao grupo governista, cresce a tentativa de associá-lo a temas capazes de gerar desgaste eleitoral.

A decisão judicial, porém, sinaliza que o debate político pode ser duro, mas não está autorizado a se apoiar em peças consideradas enganosas. Quando a disputa começa a depender mais de caricaturas do que de argumentos, a Justiça acaba entrando em campo para separar narrativa de realidade.

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